terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ministra angolana defende criação de fundo de desenvolvimento regional


Angop
Ministra angolana do Planeamento, Ana Dias Lourenço
Ministra angolana do Planeamento, Ana Dias Lourenço



Luanda – A ministra angolana do Planeamento, Ana Dias Lourenço, defendeu hoje, segunda-feira, em Luanda, a criação do fundo de desenvolvimento da África Austral.

Para a governante, que discursava na qualidade de presidente do Conselho de Ministros da SADC, no encontro de abertura deste órgão regional, que vai decorrer até terça-feira, na capital angolana, "a criação desse fundo precisa de ser operacionalizada, pois o grande problema que se levanta com este (fundo) é o seu financiamento sustentável”.

Afirmou que apesar do bom desempenho macroeconómico não se deve escamotear que a SADC enfrenta problemas e condicionalidades que impedem um desenvolvimento equilibrado entre os diferentes países que a compõem.

“Perduram obstáculos que diminuem a aptidão de se aproveitar uma das grandes potencialidades da SADC  e que está na qualidade e diversidade de recursos minerais e capacidades agro-florestais, ainda por explorar e podem incrementar, significativamente, o valor agregado regional”, sublinhou.

Na realidade, frisou, "as infra-estruturas e os sistemas a elas associados são o cerne duma integração económica equilibrada e vantajosa".

"Por isso é que a política regional tem como finalidade a de assegurar a disponibilidade de infra-estruturas adequadas e de qualidade, facilitadores do processo de integração regional, mas que se insira também na perspectiva de contribuir para a criação de mercados nacionais integrados em cada país da SADC", destacou.

No concernente à zona de livre comércio, a ministra acautelou a consolidação desta fase do processo de integração regional, porque todas as restantes se vão basear no aprofundamento das trocas comerciais entre as economias da comunidade.

“A liberdade de comércio só pode ser um factor de crescimento de cada uma das economias do espaço integrado se for baseada em estruturas económicas nacionais fortes, competitivas e racionais”, acrescentou.

Falou também da necessidade de se aprofundar as discussões sobre a adesão dos países ainda de fora, o processo de redução gradual das barreiras tarifárias, os critérios para as derrogações a revisão das regras de origem e a eliminação das barreiras não tarifárias.

A reunião do Conselho de Ministros da SADC que iniciou hoje, (segunda-feira), em Luanda, os seus trabalhos visa  preparar a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, prevista para os dias 17 e 18 do corrente.
 
A Cimeira  vai decorrer sob o lema "Consolidar as bases de integração regional, desenvolvimento das infra-estruturas para facilitar as trocas comerciais e a liberalização económica".