terça-feira, 30 de agosto de 2011

Projeto Pazflor: Angola inicia produção petrolífera almejando 220 mil barris diários

| Por Redacção Zwela


Image
Foto: (Intex United)
Bettina Riffel, DW

Projeto petrolífero Pazflor entra em atividade em Angola. Segundo economista, planos que gerarão receitas mas não prometem benefícios imediatos à população. Angolanos almejam melhoria na agricultura familiar, defende.

Iniciou em Angola um projeto petrolífero composto por grandes campos de petróleo situados no mar. Intitulado Pazflor, trata-se da mais complexa rede submarina, como nunca existiu antes neste país africano - informou um comunicado da Sociedade Nacional de Combustível de Angola (Sonangol).

O campo petrolífero, localizado a 150 quilômetros da capital angolana Luanda, tem 325 metros de comprimento, 62 de largura e 120 mil toneladas de peso, "podendo armazenar até 1,9 milhões de barris de petróleo", segundo publicou a agência de notícias Lusa mencionando o documento divulgado à imprensa pela Sonangol, empresa Total E&P Angola e suas associadas do Bloco 17.

O grupo é operado pela Total E&P Angola (participação de 40%), Statoil (23,33%), ESSO Exploration Angola (20%) e BP Exploration Angola (16,67%).

A entrevista

A Deutsche Welle conversou com Manuel José Alves da Rocha – professor universitário do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola sobre o negócio.

"As receitas provenientes do petróleo ajudam a gestão da macroeconomia e a obter uma série de equilíbrios que são importantes para atrair o investimento privado, que é fundamental", explica o economista. Mas complementa lembrando que "os lucros retirados destes projetos vão pertencer às operadoras deste bloco". O cofre de reservas internacionais aumentará com a exportação, o que é bom para a saúde da economia, acrescenta.

Para Alves da Rocha, o projeto petrolífero poderá ter um conjunto de efeitos indiretos [à população angolana], pois as receitas fiscais vão aumentar proporcionalmente aos mais de 200 mil barris de petróleo produzidos por dia, como está nos planos.

"Mas a garantia de que haverá benefício para a educação, saúde, saneamento básico, habitação, não é imediata", alerta o economista.

"Aquilo que a gente realmente gostaria de ver é uma melhoria nas condições de vida da população, projetos que tivessem impactos diretamente nas pessoas".

Autora: Bettina Riffel
Edição: António Rocha
Fonte: DW


Nenhum comentário:

Postar um comentário