domingo, 21 de agosto de 2011

SADC revela grandes desafios à Angola

21-08-2011




Responsáveis da SADC, economistas e professores universitários, debateram no Tendências e Debates da RNA, sábado, o tema “Os Desafios de Angola na Liderança da SADC”.
O grande deficit da SADC, para o economista Carlos Rosado, reside no plano orçamental.

“Gostava de saber qual é a contribuição que Angola dá para a SADC, qual é o orçamento da SADC, porque a transparência tem que começar ai. A sociedade civil participa? Gostava de saber, qual foi a nossa contribuição para a SADC, no ano passado? Qual é o orçamento da SADC? “, referiu.

No debate de sábado, Beatriz Morais, secretária nacional da SADC, apresentou os números do orçamento e lamentou os reduzidos recursos a disposição da instituição, quer humanos e financeiros.

“O orçamento são 87 milhões, dos quais 55 milhões são dos parceiros que vão contribuir, e 32 milhões pertencem aos países membros. A dificuldade da SADC, reside nas contribuições. Se os países não contribuírem de forma atempada e regular, automaticamente isto cria problemas na gestão e implementação dos projectos. Temos problemas cruciais a nível dos recursos humanos no secretariado da SADC, com nesta questão, logicamente nem sempre podemos desbloquear os tais financiamentos dos parceiros e isto causa problemas na falta de implementação dos projectos que todos querem ver”, disse.

A necessidade da inclusão do Inglês nas relações do espaço da SADC para melhor interacção, foi focada pelo ouvinte Belarmino Gilanda.

“Para lá de todo o nosso orgulho, temos que aproveitar o inglês de uma outra maneira se pretendemos um outro nível de integração. Se virmos alguns encontros que se realizam entre países do Malawi, Swazilândia, inclusive Moçambique, África do Sul, o nível de integração dos cidadãos é diferente do nosso nível de intervenção na região. A relação que estes países estabelecem é muito facilitado pelo domínio da língua”, concluiu.

O presidente da AIA, José Severino reforça a opinião acima.

“Temos que ser capazes de falar o inglês, e isto passa pela formação, eventualmente vamos ter que reformular alguns paradigmas da nossa educação. Porque sem falarmos a mesma língua estamos inferiorizados. O dinamarquês fala inglês, o Alemão também. Se as forças estão centrifugadas no inglês, nós não podemos ficar a fazer o inglês só no II ciclo, temos que começar de pequeninos. Nos meus cálculos, o português tem 20%, o francês tem 30%, o resto é 60%”, comple

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