Talento dos cabo-verdianos realçado pela voz de Alcione
O povo cabo-verdiano é “muito afim de ouvir, cantar e dançar”, disse a cantora brasileira Alcione, que regressou a Cabo Verde 25 anos depois para duas actuações, no Festival da Baía das Gatas e na Cidade da Praia.Numa conferência de imprensa na capital cabo-verdiana, a voz que deu ao mundo as mÚsicas “Meu ébano”, “A Loba”, “Estranha Loucura” ou “Você Me Vira a Cabeça” salientou o espectáculo dado sábado passado no Festival Internacional de MÚsica da Baía das Gatas, na ilha de São Vicente, para evocar o “sabor especial” que é cantar em Cabo Verde.
“Acho um desaforo estar 25 anos sem vir a Cabo Verde”, brincou Alcione, sustentando que o povo cabo-verdiano sabe gostar de ouvir, cantar e dançar.
Com 40 anos de carreira, Alcione afirmou que, para si, “cantar é mais do que uma profissão, é uma missão”, sobretudo depois de ter recuperado de um cancro na garganta que, há cerca de 20 anos, quase lhe custou a vida.
E o que falta fazer à cantora, instrumentista e compositora brasileira, após quatro décadas ligadas à mÚsica? A resposta tarda em chegar, devido à explicação prévia.
“Com 40 anos de carreira, não sei quantos álbuns gravados, dos quais 21 discos de ouro, cinco de platina e um duplo de platina, um Grammy Latino, prémios de melhor cantora popular, melhor cantora de samba e muitos momentos inesquecíveis, o que posso esperar mais?”, questionou, para depois contar, afinal, o “sonho” que tem por cumprir.
“Cantar com as orquestras sinfónicas de todos os estados do Brasil”, país que Alcione diz ter melhorado bastante na Última década, graças à política de cariz social que o ex-presidente Lula da Silva conseguiu impor e que tem em Dilma Roussef uma sucessora à altura.
O evento é promovido pela 3 Produções, empresa cabo-verdiana que já trouxe ao arquipélago Adriana Calcanhoto, João Bosco e que organiza agora a terceira edição do projecto Brasil em Cabo Verde.
Nesta digressão, Alcione, natural do estado do Maranhão, onde nasceu a 21 de Novembro de 1947, teve ao lado a sua banda, composta por Alexandre Menezes (teclado, direcção musical), Paulo Bogado (bateria), Ricardo Cordeiro (baixo), álvaro Santos (violão), Luizão Ramos (sopros), Maria Helena Nazareth (vocais), Edmilson Nazareth e Carlos Roberto (percussão).
Nesta digressão, Alcione, natural do estado do Maranhão, onde nasceu a 21 de Novembro de 1947, teve ao lado a sua banda, composta por Alexandre Menezes (teclado, direcção musical), Paulo Bogado (bateria), Ricardo Cordeiro (baixo), álvaro Santos (violão), Luizão Ramos (sopros), Maria Helena Nazareth (vocais), Edmilson Nazareth e Carlos Roberto (percussão).
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