Chefe de Estado defende estabelecimento de metas nacionais fundamentais para a convergência
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| Presidente da SADC, José Eduardo dos Santos | |
Luanda - O Presidente de Angola e em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), José Eduardo dos Santos, defendeu, nesta quinta-feira, em Luanda, o estabelecimento de metas nacionais fundamentais para a convergência no quadro do processo de integração regional.
O Presidente angolano discursava na cerimónia de encerramento da XXXI Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC.
Declarou que as metas de convergência nacional devem incidir em aspectos como a industrialização, a diversificação produtiva, a bancarização das economias, o desenvolvimento de infra-estruturas (estradas, pontes, caminhos de ferro, telecomunicações, centrais de armazenamento, circuitos de distribuição e comercialização), bem como na educação, na investigação, no investimento tecnológico e na consolidação macro-económica.
Referiu que a integração regional exige que os programas nacionais de construção de infra-estruturas devem convergir, o mais possível, com as necessidades regionais.
"É nosso entendimento que a integração que almejamos depende muito mais dos esforços internos de cada um dos nossos países nos domínios da reconstrução, modernização e estabilização do que da intensificação das trocas comerciais em mercado aberto", declarou o estadista.
Adianta que a convergência passa pela interligação aos outros países da região dos sistemas de transportes internos e das vias de comunicação, que ajudam a integração nacional e o crescimento de cada país.
Afirmou que a cimeira, terminada hoje, enfatizou que o desenvolvimento das infra-estruturas é a via incontornável para consolidar as bases de integração regional.
Por outro lado, acrescenta, o surgimento das infra-estruturas estimula o investimento e o comércio no mercado interno e regional.
O Presidente angolano falou na necessidade de se definir políticas orientadas para a atracção do investimento para o desenvolvimento agrícola e industrial, priorizando a promoção de pequenas e médias empresas, destinadas à produção competitiva de bens e serviços para o mercado regional, contribuindo para a criação de empregos e riqueza, bem como para a redução da pobreza e da segurança alimentar e nutricional.
Pediu atenção especial à preservação do ambiente, a fim de que o crescimento económico não se converta na destruição do património natural, que deve ser transmitido às gerações vindouras.
Aconselhou o envolvimento da sociedade civil para o êxito das deliberações e programas que adoptem para que sejam integralmente materializadas.
"Vamos pugnar por um maior envolvimento dos actores não estatais na actividade da SADC já que eles constituem, de facto, parceiros imprescindíveis para a aplicação do nosso Programa de Acção", enalteceu.
Por outro lado, apelou a um maior esforço aos Estados membros, com vista a garantir que a organização disponha de recursos financeiros e humanos necessários, para não comprometer o "grandioso" projecto de integração regional.

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