Luanda - O representante residente da Search for Common Ground (SFCG), Karl Frédérick Paul-Estada, disse hoje, em Luanda, que o projecto destinado à juventude visa contribuir para o reforço da educação cívica dos jovens angolanos, bem como a promoção da interacção e o diálogo entre os jovens.
Em declarações à Angop, a propósito do lançamento do projecto “Trabalhar com os Jovens para uma mudança das comunidades”, o responsável salientou que este diálogo procurará cimentar os conhecimentos adquiridos pelos líderes juvenis aquando da sua participação no projecto “Parlamento Escolar”, no qual adquiriram conhecimentos em áreas de boa governação, democracia, liderança e resolução de conflitos.
Realçou que o projecto permitirá que a juventude utilize os conhecimentos adquiridos e aplicá-los na comunidade de modo a provocar uma mudança positiva na sociedade através da sua participação na resolução interactiva e mediação de conflitos com as autoridades locais e com a governamental, incluindo representantes do governo local.
Têm estabelecido como objectivo especifica “o reforço dos conhecimentos e do potencial da juventude angolana no domínio da educação cívica, liderança, da resolução e mediação de conflitos e da sua colaboração na resolução de problemas.
Avançou que a particularidade do presente projecto é a instalação de 10 centros de resolução de conflitos (Njango) construídos com recurso a materiais locais em cada uma das escolas abrangidas, cujo funcionamento será assegurado por jovens estudantes e cinco formadores da SFCG nas áreas da resolução e mediação de conflitos.
“Cada centro de mediação de conflitos receberá um suporte didáctico para a elaboração de uma biblioteca”, lembrou.
Destacou que nestes centros de resolução de conflitos, os jovens formados pela SFCG terão diálogos como membros de gangs e outros segmentos da juventude, com a finalidade de criar um espaço onde todos possam discutir os problemas da comunidade e tentar encontrar soluções sustentáveis para o mesmo.
Argumentou que a outra especificidade é a criação de grupos de observação que irão providenciar informação sobre os problemas que a juventude enfrenta na sua comunidade e de como os diálogos são um importe auxílio na resolução desses problemas.
“Os grupos de observação funcionarão junto das associações de estudantes. Tudo isto é evidentemente acompanhado pela produção radiofónica especificamente concebida para este projecto e que será difundida nas rádios de Luanda”, relembrou.
Exaltou que a juventude angolana é um grupo social particular e formam ainda uma entidade vulnerável na sociedade e no caminho para a paz.
“Este projecto contará com a energia, optimismo e potencial da juventude em Angola. Aproveitar-se-á também do impulso e da profunda vontade dos jovens estudantes de participar na solução de muitos problemas que afectam as suas vidas, escolas e comunidades”, destacou.
Sublinhou que se deve proporcionar aos jovens um espaço de diálogo com os seus pares, com a comunidade e sobretudo com as autoridades locais.
“A inclusão dos jovens por parte das autoridades locais nos processos de tomada de decisão é a maneira mais adequada para um progresso social sustentável e para o desenvolvimento do país”, concluiu.
Participam neste projecto as escolas 4011, Puniv do Cazenga, Ngola Nzinga, 1º de Maio, Imekk, INE do Cacuaco, Juventude em Luta da Maianga, 9026, Ngola Mbandi, IMIL, IMEL, Eliada e Puniv da Samba.
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