Educação cultural constitui maior barreira no combate à desigualdade
Luanda - A directora nacional para a política do género do Ministério da Família e Promoção da Mulher, Inês Gaspar, informou hoje (sexta-feira), em Luanda, que, no âmbito do combate à desigualdade de género no país, as questões culturais têm constituído a maior barreira para o êxito do programa.
Em declarações à Angop, a propósito do workshop sob o tema "A capacitação da mulher angolana nos órgãos de tomada de decisão – como preservar as conquistas alcançadas", Inês Gaspar lamentou o facto de muitas mulheres receberem uma educação que as inibe de enfrentar determinadas tarefas no seio da sociedade.
Segundo a directora, apesar das áreas urbanas também registarem casos do género, as zonas rurais constituem a maior preocupação, visto que, em muitas delas, as mulheres são mentalizadas a estarem apenas nas cozinhas, nos campos e em outros postos recatados.
Para Inês Gaspar, o facto se deve ao facto de que muitas destas áreas terem um acesso à informação muito limitado e baixo grau de escolaridade.
Como combate a este mal, Inês Gaspar referiu que o Ministério da Família e Promoção da Mulher tem feito trabalhos de sensibilização, activismo e palestras com pessoas de ambos os sexos, com vista a mostrar que a abordagem do género é de justiça e educação inclusiva.
“Esta abordagem de justiça e de educação inclusiva tem procurado esclarecer que ambos os sexos têm as mesmas tarefas desde que tenham as mesmas oportunidades”, disse.
Desta feita, Inês Gaspar referiu que nesta empreitada a oportunidade de educação e instrução constitui a primazia do ministério, afim de que ambos se socializem e partilhem as responsabilidades.
Numa realização do Grupo de Mulheres Parlamentares, o workshop serviu para abordar questões inerentes à demanda de mulheres presidiárias, necessidade de aumento do nível de escolaridade de muitas mulheres e as conquistas já alcançadas pelas mesmas.
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