Feira da Música e da Leitura promove o saber
Fotografia: JA
A quinta edição da Feira Internacional da Música e da Leitura, que este ano vai decorrer de 22 a 28 de Agosto, no CEFOJOR, abre as suas portas com um discurso que será pronunciado pela Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, entidade que se junta a um projecto cultural que complementa o ciclo de comunicação literária e musical angolana, e internacional.
A realização da Feira Internacional da Música e da Leitura está a cargo da editora ArteViva, edições e eventos culturais, com apoio de instituições públicas e empresas privadas, interessadas na concretização do projecto, e a filosofia organizacional do evento, de periodicidade anual, obedece às linhas mestras do discurso do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, proferido no III Simpósio Sobre Cultura Nacional, em 2006.
No tradicional discurso de fim de ano, em 2005, o Presidente da República lembrava o seguinte: "Virámos a página da guerra e da destruição, abrimos o capítulo da paz, para reconstruir o que está partido, para construir coisas novas, para promover os valores morais e sociais positivos, para criar novos factos culturais, afirmar a identidade nacional e desenvolver a nossa cultura". Neste sentido, a Feira Internacional da Música e da Leitura realiza-se sob o signo "Criar novos factos culturais", uma frase de grande impacto pedagógico, extraída no referido discurso, constituindo uma estratégia de promoção da imagem do Chefe do Executivo em relação à cultura.
A Feira Internacional da Música e da Leitura é uma oportunidade, ímpar, de convívio e de intercâmbio cultural, abrindo inúmeras oportunidades comerciais, entre editores, produtores, livreiros e alfarrabistas nacionais, e de países estrangeiros com representação diplomática em Angola, que pretendam promover a sua literatura e música, nos diferentes géneros e conseguimentos estilísticos.
O acontecimento complementa o sistema literário, dinamizando um processo que inclui a promoção e defesa dos direitos do autor, do editor, do importador, do livreiro, do distribuidor e que pode motivar o exercício da crítica literária, uma prática que recai sobre um ente fundamental neste ciclo, a recepção, entenda-se, o leitor.
Aniversário do Presidente
A realização da Feira Internacional da Música e da Leitura está a cargo da editora ArteViva, edições e eventos culturais, com apoio de instituições públicas e empresas privadas, interessadas na concretização do projecto, e a filosofia organizacional do evento, de periodicidade anual, obedece às linhas mestras do discurso do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, proferido no III Simpósio Sobre Cultura Nacional, em 2006.
No tradicional discurso de fim de ano, em 2005, o Presidente da República lembrava o seguinte: "Virámos a página da guerra e da destruição, abrimos o capítulo da paz, para reconstruir o que está partido, para construir coisas novas, para promover os valores morais e sociais positivos, para criar novos factos culturais, afirmar a identidade nacional e desenvolver a nossa cultura". Neste sentido, a Feira Internacional da Música e da Leitura realiza-se sob o signo "Criar novos factos culturais", uma frase de grande impacto pedagógico, extraída no referido discurso, constituindo uma estratégia de promoção da imagem do Chefe do Executivo em relação à cultura.
A Feira Internacional da Música e da Leitura é uma oportunidade, ímpar, de convívio e de intercâmbio cultural, abrindo inúmeras oportunidades comerciais, entre editores, produtores, livreiros e alfarrabistas nacionais, e de países estrangeiros com representação diplomática em Angola, que pretendam promover a sua literatura e música, nos diferentes géneros e conseguimentos estilísticos.
O acontecimento complementa o sistema literário, dinamizando um processo que inclui a promoção e defesa dos direitos do autor, do editor, do importador, do livreiro, do distribuidor e que pode motivar o exercício da crítica literária, uma prática que recai sobre um ente fundamental neste ciclo, a recepção, entenda-se, o leitor.
Aniversário do Presidente
À semelhança da IV edição, o sexagésimo nono aniversário do Chefe de Estado vai ser comemorado, este ano, na Feira Internacional da Música e da Leitura, com uma programação cultural de prestígio, que inclui a actuação do Grupo Coral da Igreja Metodista, um concerto com a Banda Maravilha e o Duo Canhoto, que vai interpretar canções do "Nzaji", a realização de uma palestra homónima ao livro "José Eduardo dos Santos e os desafios do seu tempo", que será proferida pelos professores universitários, Belarmino Van-Dúnem e João Pinto, que farão uma abordagem centrada nos seguintes aspectos de análise: contextos sociais, históricos e políticos dos discursos do Presidente, os grandes desafios do Chefe do Estado no estabelecimento da paz, o papel do Chefe de Estado no processo de construção da "Nova Angola", e o carácter visionário do Engº José Eduardo dos Santos nos caminhos da diplomacia angolana.
Está previsto, ainda no âmbito do aniversário do Presidente da República, o lançamento da obra, "José Eduardo dos Santos e os desafios do seu tempo’", dois volumes organizados pelo escritor José Mena Abrantes, com mais de 400 páginas cada, em que o primeiro retrata a Primeira República, que vai de 1979 a 1992, enquanto o segundo aborda a Segunda República até aos dias de hoje.
"José Eduardo dos Santos e os desafios do seu tempo’" contém ainda histórias à volta das intervenções do Presidente, e todo o percurso do líder angolano, comportando na íntegra 417 discursos, 71 mensagens, 38 entrevistas e várias intervenções empreendidas ao longo de 25 anos, de uma sábia condução dos destinos de Angola.
Promoção da leitura
O Executivo angolano reconhece a importância estratégica do livro, da promoção da leitura pública, da produção discográfica e do alargamento da rede de bibliotecas. Com o advento da paz, rumo ao progresso social e económico, foi aprovada a Política do Livro e da Promoção da Leitura, um documento abrangente que propõe claros objectivos, desagravando as taxas alfandegárias de importação das matérias-primas que intervêm na cadeia de produção do livro.
Apoiando iniciativas do género, o Ministério da Cultura, está, de forma implícita, a defender a democratização do saber, contribuindo para que o conhecimento seja um factor de acesso ao emprego e de diminuição das assimetrias sociais.
Objectivos do certame
A Feira Internacional da Música e da Leitura tem como objectivos fundamentais a promoção e circulação do livro e do disco, facilitando o seu acesso e circulação, num só espaço, proporcionando à juventude angolana, principal público-alvo, e às comunidades estrangeiras residentes e visitantes em geral, o gosto e o conhecimento dos principais referentes culturais no domínio da literatura, música e das culturas internacionais. A feira visa ainda reforçar o intercâmbio cultural e comercial entre editores, livreiros, discotecários, músicos e os expositores estrangeiros, alargando e proporcionando o debate sobre questões musicais e literárias, constituindo o resultado do ciclo de palestras e debates, uma fonte de documentação e registo.
Programação cultural
A programação cultural prevê um ciclo de palestras e debates sobre o livro, a promoção da leitura, estado actual da indústria gráfica, e questões relacionadas com a criação e produção musical, concertos, recitais de poesia, assinatura de autógrafos, teatro e um ciclo de cinema.
No palco principal da Feira Internacional da Música e da Leitura, vão desfilar a Banda The King’s, uma formação jovem que interpreta tema generalistas da música angolana e internacional, o cantor Júlio Gil, vencedor da edição 2011, do Prémio Ensarte Musical, Kipuka, que vai apresentar canções do seu novo disco, Mizangala DT, grupo do guitarrista Dulce Trindade que vai apresentar um concerto revivalista da época colonial, Margareth do Rosário, e o Duo Canhoto e a Banda Maravilha, vão encerrar o programa dos concertos.
Do ciclo de cinema musical, em DVD, o programa inclui os seguintes filmes: "Letras soltas", documentário literário de Francisco Kafua, Música Popular Brasileira com Lenine, Maria Rita, Djavan, e João Bosco, Miles Davis, o último concerto do trompetista em Paris, História do Jazz, um filme de Ken Burns, com centenas de momentos raros do ambiente social e político em New Orleans, a cidade americana mais cosmopolita do século XIX, reproduções de clássicos intemporais, gravações e apresentações ao vivo colhidas ao longo de um século inteiro de jazz, além de entrevistas exclusivas, clipes raros e fotografias inéditas.
Ciclo de palestras e debates
O ciclo de palestras e debates da Feira Internacional da Música e da Leitura prevê a discussão da “Problemática da leitura e da interpretação literária”, pelo professor universitário Abreu Paxe, “Contributo da Chevron no desenvolvimento da cultura”, palestra que será proferida pelo coordenador de comunicação e imagem da Chevron, Filipe Silva, “A cidadania, ética e moral no islão”, por Domingos Luís da Silva Younus, o “Impacto das indústrias culturais na economia da cultura”, por António Fonseca, escritor e Director do Instituto Nacional das Indústrias Culturais, “Fruição da arte no desenvolvimento da personalidade”, um tema inédito que será abordado pelo radialista Carlos Gonçalves, “O advento do Kuduro na história da música angolana”, tema a cargo do radialista Ikuma Bamba da Rádio Escola, “As tecnologias de informação e o rendimento escolar”, um importante tema que será desenvolvido pela psicóloga Encarnação Pimenta, “Evolução da bibliografia jurídica de autores angolanos” , por Lazarino Poulson, conhecido jurista que terá um dia especial de assinatura de autógrafos da sua obra completa, “Estúdios de gravação e produção discográfica”, pelo radialista Adão Filipe, e, por último, “Música na rádio da época colonial aos nossos dias”, um tema que será desdobrado pelo radialista Gualter Rodrigues, da Rádio Escola.
Livro e novas tecnologias
Apesar dos inegáveis avanços das novas tecnologias da esfera comunicacional, e ao contrário dos profetas que advogam o fim do livro, onde a escrita alfabética seria substituída por uma cultura de sinais, o livro ainda é a nossa melhor ferramenta de trabalho, de acesso à cultura e o companheiro ideal em todos os momentos.
O Ministério da Cultura está atento ao crescente movimento editorial angolano, que, no passado, teve momentos gloriosos de edição, sobretudo depois da independência, e, no presente, vem dando sinais de qualidade concorrencial, e consequente afirmação internacional.
A construção de bibliotecas públicas, para a fruição da leitura pelos munícipes, e a criação de espaços de lazer cultural, pode inverter a tendência crescente dos números da delinquência juvenil, um mal com que nos deparamos, frontalmente, no nosso quotidiano.
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