sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Luanda
Educação defende mudança de perfil na transmissão de conhecimentos

Angola press

 
Luanda – Os professores devem adoptar um perfil de formação que facilite a transmissão de conhecimentos aos alunos, defendeu hoje, em Luanda, o director provincial da Educação de Luanda, André Soma.
 
André Soma, que falava na abertura do workshop sobre Educação, realizado no âmbito das comemorações do aniversário do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, fez saber que a FESA, fundação da qual o presidente é patrono, brindou os professores de Luanda com este importante tema que é a “Profissionalização de professores, modelos de formação”.
 
As cinco aulas magnas ministradas por experientes técnicos da República Federativa do Brasil visam dar mais subsídios aos profissionais do sector no país, Luanda em particular, por forma a se “beber” dos programas brasileiros para aprimorar o actual processo formativo em curso.
 
“O referido programa, para além da absorção de conhecimentos, é de troca de conhecimentos e em processos como estes não se vai fazer uma cópia daquilo que é implementado no Brasil, mas sim retirar os pontos positivos e ter conhecimento das falhas para que ao adaptar a nossa realidade tenhamos sucesso”, explicou.
 
Para si, é necessário que os profissionais da educação, particularmente os professores, tenham um perfil de formação que facilite transmissão de conhecimentos aos alunos ou sejam agentes bem preparados para transmitirem com segurança o seu saber.
 
De acordo com o responsável, o ensino a distância, no âmbito desta cooperação, já é um facto, embora estar ainda em fase experimental e por ser um modelo adaptável a Angola trabalha-se no melhoramentos das situações que concorrem para o sucesso deste tipo de ensino.
 
Por seu turno, o professor brasileiro Cassiano Roberto Ogliari, que falou sobre a formação de professores, disse se tratar de um exercício proveitoso, porquanto se tratou de uma troca de experiência entre os profissionais dos dois países.
 
“Eu tive a oportunidade de relatar uma experiência do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), onde o professor tem a obrigação de estudar questão que tem a ver com a instituição que lecciona, porquanto não se deve pensar em qualquer tipo de transformação sem pensar na educação”, disse.
 
Já a mestre de educação, também brasileira Fátima Chaves, que apresentou o mesmo tema, disse que os profissionais do sector em Angola estão a dar muita importância na actualização dos seus conhecimentos, daí que em todas as sessões os debates são intensos e proveitosos o que dá mais valia para o processo de reforma educativa em curso, que normalmente leva muito tempo.
 
O tempo que acarretam as reformas, acrescentou, são para aprimorar os novos métodos, o que implica o empenho de todos os docentes, direcção e principalmente manter uma capacitação constante dos técnicos.
 
Para a também professora brasileira, pós graduada em Educação, Solange Arroyo Lopes, que falou sobre o “ensino a distância”, disse que a contribuição dela para Angola é como poder adaptar este modelo, porquanto acarreta muitas outras situações como boas estruturas eléctricas, acessos a televisão, rádio e o computador acessado a Internet.
 
“O cuidado aqui é que o que é bom para o Brasil pode não ser para outros países, daí que os programas devem se adaptar as realidades de cada local”, frisou.
 
Os três académicos brasileiros levaram os seus conhecimentos sobre o sector nas províncias do Uíge, Cabinda, Huambo e Benguela.

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