sexta-feira, 26 de agosto de 2011


Palestra
Angola assegura participação da mulher dignificando os desafios do milénio



Angop
Membro do Comité Central do MPLA Mário Pinto de Andrade
Membro do Comité Central do MPLA Mário Pinto de Andrade

Luanda – A República de Angola tem se destacado em assegurar a participação das mulheres nos órgãos de decisão, desde o Executivo, órgãos judiciais até à Assembleia Nacional, dignificando assim os desafios do milénio.
 
A afirmação é do membro do Comité Central do MPLA Mário Pinto de Andrade, que proferia hoje, quinta-feira, em Luanda, uma palestra sob o lema "O empenho pessoal do presidente José Eduardo dos Santos nas políticas de promoção e valorização da mulher e das famílias angolanas".
 
Segundo disse, com a ratificação dos desafios do milénio, Angola destaca-se de igual modo na promoção dos direitos e protecção das crianças, até ao aumento das quotas de participação das mulheres nos governos.
 
Neste contexto, referiu que o principal ganho no campo dos direitos políticos foi a evolução da Secretaria de Estado para a Promoção e Desenvolvimento das Mulheres (SEPDM), que culminou com a criação do Ministério da Família e Promoção da Mulher.
 
Explicou que com a criação do referido ministério, em 1997, o mesmo desenvolveu uma estratégia multisectorial para a igualdade do género, com referência nas 12 prioridades definidas na plataforma de Beijing, tais como pobreza, educação, cultura e socialização da família, comunicação e artes, saúde, direitos de cidadania e direitos da criança.
 
Relativamente às políticas públicas sobre a igualdade no género em Angola, salientou que a Lei 01/88 que aprova o código da família, aprovada nos anos 80, foi o primeiro sinal político e jurídico de grande importância para o Executivo angolano, dando poder às mulheres de participação na vida pública.
 
Frisou que, nos anos 80, a referida lei resolveu os problemas da união de facto e a protecção jurídica em caso de vários litígios, principalmente no que concerne ao contributo das mulheres na vida política do país. 

"Enquanto as mulheres americanas precisaram de aproximadamente dois séculos e meio para exercer o seu direito de voto (de 1776 a 1920), as mulheres angolanas exerceram o direito de voto logo após a institucionalização da democracia em Angola, em 1992", sublinhou.
 
A referida palestra foi promovida pela Organização da Mulher Angolana (OMA), no âmbito do 69º aniversário do Presidente da República e comandante em chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA), José Eduardo dos Santos.
 
Estiveram presentes membros do secretariado executivo nacional da OMA e de distintas organizações femininas, designadamente da Associação Angolana para o Bem-Estar da Família (Angobefa), da Associação de Mulheres Empresárias da Província de Luanda (ASSOMEL), da Federação das Mulheres Empreendedoras de Angola (FMEA) e da Associação de Apoio a Criança Abandonada (AACA).

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