Luanda – O bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, Carlos Alberto Pinto de Sousa, advogou hoje, quinta-feira, em Luanda, a necessidade de se continuar a investir na educação para a saúde das comunidades, levando o maior número de informações credíveis por forma a mudar o comportamento das populações.
Em entrevista à Angop a margem do V e VII congressos da comunidade médica de língua portuguesa e de saúde mental, respectivamente, avançou que a redução dos indicadores sanitários passam pela mudança de comportamento da população de cada país membro.
O bastonário disse existir laços de cooperação entre Angola e outros países no domínio da formação e no programa de combate às doenças crónicas infecciosas não transmissíveis, como em acções de acordo bilaterais e multilaterais abrangentes.
“Existe mobilidade, por isso se deve aproveitar as energias que cada país tem para dar e se obter resultados muito mais rápidos e eficazes”, concluiu.
Para o especialista, o intercâmbio está numa fase inicial e vai se procurar reforçar cada vez mais durante este congresso para se passar para a fase de execução.
Existe um défice de psiquiatras, por isso, adiantou a fonte, se deve acelerar a formação não só de especialistas, mas de outros profissionais que possam ajudar a resolver este problema, pelo que, com a municipalização dos serviços de saúde, está em crer que estes trabalhos estarão mais próximo das populações, através do programa que o Executivo está a implementar.
De acordo com o bastonário, o balanço do último congresso ao actual é positivo, pois a actividade médica deu um grande passo no último ano, visto que foi criado o centro de formação médica especializado em Cabo Verde, que vai funcionar como placa giratória para a formação de médicos.
“Foi um grande avanço e, por outro lado, neste congresso iremos discutir temas relevantes que continuam a ser preocupação médica, nomeadamente a formação às carreiras médicas e a revitalização dos serviços de saúde”, sublinhou.
Sobre o evento, disse que os participantes poderão abordar matérias de relevo interesse para a comunidade, procurando dar ênfase a necessidades comuns que se relacionam com desenvolvimento humano.
Para este efeito, os palestrantes irão proporcionar momentos de reflexão que permita reforçar se não mesmo revalorizar os conceitos de relevância, efectividade, eficiência, impacto e capacidade de sustentação da ciência médica.
Acrescentou que a medicina é a actividade humana que melhor interpreta o conceito de globalização.
“Na verdade, os médicos habitualmente se reúnem em vários fóruns para assistirem ao gradual desenvolvimento das ciências ligadas à saúde, incluindo a investigação e o ensino. Ora, nós dispomos de um espaço de fronteiras linguísticas que, não obstante às suas diferenças culturais, permite criar a possibilidade de nos enriquecermos com base na riqueza e na diversidade de experiências na área da saúde”, disse.
Adiantou que estes eventos não devem ser encarados como mais um acontecimento interessante , pois deve-se fortalecer laços estratégicos que tragam benefícios sanitários claros para as comunidades.
Por isso, segundo Carlos Alberto Pinto de Sousa, urge formas de se criar uma autêntica estratégia na qual desenhar-se-á com exactidão os objectivos a atingir, as actividades a desenvolver e os benefícios que serão produzidos no espaço da Comunidade de Médicos de Língua Portuguesa (CMPL).
Para tanto, é necessário que os médicos estejam presentes para saber confrontar ideias, desenhar formas participativas com base em acordos bilaterais e multilaterais, no âmbito da CMPL, dando corpo a capacidade iniciativa das instituições e dos dirigentes que as governam.
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