sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Cabo Verde: Cid Gomes representa o Brasil na posse do novo presidente

Cabor_Verde_Red3O governador Cid Gomes, representando o governo brasileiro, conferiu nesta sexta-feira (9), em Praia, Cabo Verde, a posse no novo presidente daquele País, Jorge Carlos Fonseca. Em entrevista à imprensa local, Cid Gomes ressaltou o “desejo e disposição brasileira de estreitar parceria de forma profícua e duradoura com Cabo Verde”.

O governador cearense foi designado pela própria presidenta Dilma Roussef para representar o governo brasileiro por ter o Ceará com o país africano relações comerciais e culturais como, por exemplo, a recente inauguração da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção.

Em seu discurso de posse, Jorge Carlos enfatizou o interesse em desenvolver a aproximação com “nações amigas”, sobretudo com os países da Língua Portuguesa. Sobre a crise econômica, o novo presidente caboverdiano destacou a necessidade do apoio e da garra de todos para atravessar o período.

Eleições

O novo presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, foi empossado como o quarto chefe de Estado em 36 anos de História do país, após Aristides Pereira (1975/91), António Mascarenhas Monteiro (1991/2001) e Pedro Pires (2001/11).

Aos 60 anos, Jorge Carlos Fonseca, advogado e jurisconsultor, chefiou a diplomacia cabo-verdiana entre 1991 e 1993, rompeu com o Movimento para a Democracia em 1994, fundou nesse mesmo ano o Partido da Convergência Democrática (PCD) e abandonou-o em 1998.

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Em 2001 foi candidato à presidência cabo-verdiana e atingiu pouco mais de 3% dos votos. Com o resultado abandonou a carreira política e foi se dedicar ao Instituto de Ciências Jurídicas e Sociais, cuja direção deixou para assumir a Presidência de Cabo Verde.

Eleito com 54,16% dos votos, Jorge Carlos Fonseca abriu uma nova era na política local, quebrando o "mito" reinante desde 1991: o presidente foi sempre oriundo da esfera partidária do partido do Governo e sempre com maiorias no Parlamento.


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Cid Gomes representará o Brasil na posse do novo presidente de Cabo Verde
O governador Cid Gomes representará o Governo Brasileiro na posse do novo presidente de Cabo Verde, na África,  nesta sexta-feira (9), em Praia, capital daquele País. A designação partiu na própria presidenta Dilma Rousseff. O Ceará mantém estreitos laços comerciais e culturais com Cabo Verde, entre os quais estão o comércio têxtil e a recente implantação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, no município de Redenção. Cid Gomes viaja na noite desta quinta-feira (8) e retorna ao Ceará na sexta-feira (9).

O novo presidente caboverdiano é o advogado Jorge Carlos Fonseca, de 60 anos. Ele é o quarto chefe de Estado em 36 anos de História daquele país, após Aristides Pereira (1975/91), Antônio Mascarenhas Monteiro (1991/2001) e Pedro Pires (2001/11).

08.09.2011

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BDA e BCI assinam acordo no âmbito da promoção do comércio rural

09-09-2011




Mais um acordo foi assinado pelo Banco de Desenvolvimento de Angola, BDA, no quadro do programa de promoção do comércio do meio rural, agora com o Banco de Comércio e Indústria, BCI, soube a RNA.
O BDA, como banco gestor dos 40 milhões USD está a celebrar acordos com alguns Bancos comerciais que operam no mercado financeiro nacional, a fim de potenciar os comerciantes.

Segundo o PCA do BCI, Adriano Pascoal com este investimento os camponeses terão maiores oportunidades de promoverem os seus ganhos, também no centro das cidades, tendo em contra o preço inferior dos produtos no campo, comparativamente as zonas urbanas.

O Vice- ministro do comércio Arsher Mangueira reiterou a intenção de reinstalar a rede comercial no meio rural, de forma a permitir o escoamento da produção agrícola, bem como o acesso porte dos camponeses, aos produtos industriais.

Sexta – feira, 09, o BDA, celebra o mesmo acordo com o Banco Sol.

De notar que, já assinaram o referido acordo, o BPC, BAI, e BAI – micro finanças.

Nova loja inaugurada na cidade do Negage

Jornal de Angola
Uma loja da empresa de telefonia móvel Unitel foi inaugurada na quarta-feira na cidade do Negage, a 37 quilómetros a nordeste da capital da província do Uíge, elevando-se para 85 o número de lojas para atendimento público em todo o país.
O estabelecimento comercial, o primeiro do género na cidade do Negage, emprega dez funcionários recrutados no local.
Na cerimónia inaugural, o director de Marketing da Unitel, José Henriques, disse que a loja reforça a rede da empresa em todo o território nacional, consolidando a sua presença como líder da operadora móvel.
“Com mais de seis milhões e meio de clientes em Angola, a Unitel cresceu este ano, em que vai comemorar o 10º aniversário da sua criação”, disse José Henriques, acrescentando que é opção da empresa garantir os seus serviços em todos os municípios e comunas do país, estando mais próximo das famílias.
O empreendimento orçou em mais de 500 mil dólares norte-americanos. O acto inaugural foi presidido pelo vice-governador do Uige para a esfera económica e social, Correia Victor, acompanhado de membros do governo local e convidados.
Cooperação espanhola um dos parceiros de Angola no combate a fome e a pobreza

09-09-2011




A cooperação espanhola foi apontada como um dos principais parceiros de Angola, na luta contra a fome e a pobreza, atestou a coordenadora da comissão nacional de combate a fome a pobreza, Rosa Pacavira, a Reportagem da RNA.

A também secretária do Presidente da República para questões sociais disse que tem recebido muito apoio em termos de reforço da capacidade institucional, descentralização, desconcentração administrativa, principalmente, e em termos de desenvolvimento rural.

“Temos feito muita investigação sobre estas matérias de combate a pobreza, portanto, tudo aquilo que gera desenvolvimento local, a cooperação espanhola está sempre em primeiro lugar para dar-nos um grande apoio”, disse.

Quanto aos Cem milhões euros doados pela Espanha, serão empregues ao nível dos Municípios, sobretudo, em programas de fornecimento de água, educação, saúde, segurança alimentar, entre outros.

Próximo senso populacional pode ampliar taxa de analfabetismo em Angola

09-09-2011




O Director Nacional de ensino de adultos do Ministério da educação, Guilherme Tuluka disse à RNA, que a actual taxa de analfabetismo fixada em 37 por cento, poderá regista um aumento com a realização do senso populacional.
Para o responsável, em muitas localidades rurais não se tem o levantamento do número de pessoas com necessidades de alfabetização e recuperação escolar, apesar de ter reconhecido que a taxa de analfabetismo, tenha baixado comparativamente, aos anos anteriores.

“Mas precisamos ter cuidado em consumirmos estes dados, porque o controlo de analfabetos que nós temos é fundamentalmente, das áreas urbanas e suburbanas, portanto, há muita gente no campo, no meio rural, onde o processo de alfabetização ainda é muito incipiente, por conseguinte, eu estou convencido que quando nós fizermos o sendo podemos ficar surpreendidos”, disse.

Autor americano lança obra "A história do ensino em Angola (1878-1914)"

Luanda – O escritor americano Michael Samuels, lançou hoje, quinta-feira, em Luanda, a sua obra literária intitulada “A história do ensino em Angola (1878 - 1914)”.
 
O livro, com 180 páginas e um valor de capa de três mil Kwanzas, foi editado pela Mayamba Editora, uma produtora angolana.
 
Durante o acto de lançamento, o autor incentivou os estudantes para a prática de costumes que têm a ver com a leitura, nomeadamente a compra de livros, assim como a frequência em feiras de livros e às bibliotecas.
 
Com estas atitudes, referiu, os estudantes estarão a contribuir para uma melhor formação e para um futuro melhor.
 
Michael Samuel é autor de numerosos artigos sobre Angola e as ex-colónias portuguesas em África.
 
O autor trabalhou no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, onde fundou o "Programa para África", e, durante cinco anos foi presidente da Câmara do Comércio dos Estados Unidos.
 
Foi ainda embaixador americano na Serra Leoa.
 
Marcaram presença ao acto de lançamento, o ministro da Educação, M'pinda Simão, o vice-ministro da Cultura, Cornelli Calei, deputados, docentes e discentes universitários.


Construção de novas salas de aulas constam nas prioridades do Executivo da Huíla

Lubango - O governador da Huíla, Isaac dos Anjos, disse, na quinta-feira, no Lubango, que o executivo provincial, vai continuar a desenvolver programas conducentes ao aumento de mais salas de aulas no interior para permitir a inserção de mais crianças no sistema normal de ensino.
 
O governante fez este pronunciamento na cerimónia da inauguração de 42 salas de salas construídas de raiz e avaliadas em mais de 60 milhões de Kwanzas.
 
Isaac dos Anjos assinalou que os esforços do governo estão sendo empreendidos visando alcançar os objectivos do milénio, consubstanciados na melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem.
 
Considerou, por outro lado, que a construção de escolas é fundamental para a educação das crianças, jovens e adultos, bem como, manifesta premissas na luta de vencer o
subdesenvolvimento na província, em particular e no país de uma forma geral.
 
"Educando a nossa gente, conseguiremos vencer todos obstáculos difíceis para o crescimento de Angola", ressaltou, aconselhando os país e encarregados de educação a ajudarem a preservar os imóveis recentemente construídos para que os mesmos possam servir as futuras gerações.
 
A inauguração das 42 salas de aulas, está inserida no programa geral das actividades das comemorações do 17 de Setembro dia do Herói Nacional.
Escritora apela para transmissão do conhecimento sobre literatura

Luanda - A escritora angolana Carla de Carvalho apelou quinta-feira, em Luanda, aos encarregados de educação a primarem pelo conhecimento da literatura angolana a fim de fazer passar a realidade de Angola aos seus filhos.
 
Em declarações à Angop, a propósito do domínio dos encarregados de educação sobre a literatura, a escritora disse que a família tem grande responsabilidade na transmissão do conhecimento.
 
Acrescentou que a grande socialização não tem só a ver com a sociedade, pois a família deve andar de mãos dadas com a escola e a igreja, sendo que ambas contribuem na formação do indivíduo.
 
Frisou ainda que estas formadoras sociais devem ter a preocupação de mostrar ao indivíduo aquilo que é a identidade cultural e o que dignifica o povo.
 
“Porque a nossa cultura, os nossos livros retratam aquilo que é o campo, a sanzala, os rios, os animais, os povos, as gastronomias e a dança, aspectos fundamentais para a valorização dos hábitos e costumes dos povos, deveriam todos participar deste esforço”, defendeu.
 
Aconselhou a família e associações sociais a se unirem em função da realidade do país.
História
Livro sobre ensino no país mostra imposições do colono - ministro Mpinda Simão



Angop
Ministro da Educação, Pinda Simão
Ministro da Educação, Pinda Simão

Luanda - O ministro da Educação, Mpinda Simão, disse, nesta quinta-feira, em Luanda, que a obra "A história do ensino em Angola (1878 - 1914)" apresentada no mesmo dia, por Michael Samuels, embaixador norte-americano na Serra Leoa, mostra as “restrições e efeitos” prejudiciais à vida dos angolanos impostos pelo Estado português da época.
 
"A análise não deve servir de base negativa", afirmou, salientado que ter conhecimento sobre tal momento auxiliará a identificar as razões que estiveram na base do pouco envolvimento do governo português no concernente à educação dos angolanos.
 
 
Isso, frisou, “leva-nos a aprender com os erros do passado, visando encarar o desenvolvimento de Angola”.
 
O governante fez este breve comentário à imprensa, pouco depois da apresentação da obra do embaixador Michael Samuels.
 
Mpinda Simão disse que para além de o livro permitir que o mundo conheça mais Angola, dará, aos angolanos, a possibilidade de compreender e interpretar cada vez melhor a passagem dos portugueses pelo país.
 
A obra foi escrita baseada em fontes orais e arquivos bibliográficos de vários países de língua portuguesa e inglesa.
 
Marcaram presença ao acto, além do titular da educação, o vice-ministro da Cultura, Cornelli Calei, deputados, docentes e discentes universitários.

'Angolanos olham para o Brasil, mas brasileiros não olham para Angola', diz escritor


O escritor angolano Pepetela (foto de Jorge Nogueira)
Relações culturais entre Brasil e Angola não fazem jus às econômicas, diz Pepetela
Enquanto os angolanos veem o Brasil como um "irmão mais velho", os brasileiros pouco sabem sobre o país africano com quem partilham raízes lusófonas, diz o escritor de Angola Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, 69 anos, conhecido como Pepetela.
Em entrevista à BBC Brasil, o escritor angolano disse que, embora as relações econômicas e políticas entre Brasil e Angola venham crescendo, as relações culturais entre os dois países ainda deixam a desejar, e são predominantemente de mão única.
Vencedor em 1997 do Prêmio Camões, o maior reconhecimento literário da língua portuguesa, Pepetela tem a história angolana como pano de fundo para suas ficções, abordando temas como o colonialismo, a luta pela independência e a guerra civil angolana.
O escritor esteve no Rio de Janeiro para lançar o livro O Planalto e A Estepe (Editora LeYa) na Bienal do Livro.
Ele deve o apelido aos tempos da luta na guerrilha pela independência de Angola, conquistada em 1975. "Pepetela" é a tradução de "Pestana", um de seus sobrenomes, para idioma quimbundo.
"Eu não tinha um codinome de guerra e os camaradas traduziram o meu nome. Ficou muito mais bonito. Então pronto, hoje sou conhecido com esse nome", diz.
BBC Brasil - Como o senhor vê as relações entre Brasil e Angola?
Pepetela - As relações estão mais desenvolvidas do ponto de vista político e econômico, e também no trânsito de pessoas de um lado para o outro. Nesse aspecto deveria haver uma maior fluidez. Nem é por mal, mas por uma questão da burocracia angolana, demora-se muito tempo para conceder vistos.
Ultimamente, o Brasil também está retaliando. Agora, um angolano tem de pedir o visto brasileiro com um mês de antecedência. É retaliação, também não resolve. Prejudica até empresas brasileiras, cujos trabalhadores têm dificuldade em ir trabalhar lá. Prejudica Angola, portanto, porque a empresa não está a trabalhar como deveria.
Mas penso que a parte cultural é onde há menos relacionamento, e deveria ser mais intenso. É verdade que alguns escritores (angolanos) vêm ao Brasil, e escritores brasileiros vão a Angola, ainda que raramente. Às vezes vai um músico, sai um livro, aparecem algumas coisas. Mas é muito pouco, tinha que ser muito mais.
BBC Brasil - Ainda há uma disparidade grande na imagem que um país tem do outro?
Pepetela - Existe, sim. Os angolanos olham para o Brasil, mas os brasileiros de um modo geral não olham para Angola. Desconhecem, não sabem que existe, isso é muito desigual. Os angolanos, em seu imaginário, têm o Brasil como uma das referências principais, ao passo que os brasileiros não têm a Angola sequer como uma referência.
BBC Brasil - Durante debate na Bienal do Livro, o senhor falou no Brasil como "o irmão mais velho". O que isso representa para Angola?
Pepetela - Mas é realmente, o Brasil é o irmão mais velho. É o país que se libertou primeiro, e que nós sempre vimos o Brasil como um irmão realmente – e não é só a minha família, que já tinha ligações com o Brasil, isso ocorre de um modo geral, entre as populações da costa angolana.
Para alguns, era só o país do samba. Para outros, era o país do Pelé. Mas, de qualquer modo, havia um afeto particular pelo Brasil.
Por exemplo, nos campeonatos do mundo de futebol, os angolanos torcem pelo Brasil. Isso vem de muito tempo. Será porque é o melhor futebol, o futebol mais bonito? Será só isso, ou será uma reminiscência de tempos antigos, em que a relação com o Brasil era a principal?
BBC Brasil - O senhor diz que o Brasil "colonizou" Angola durante 150 anos. Como explica essa ideia?
Pepetela - Até a independência do Brasil, 100% das exportações de Angola eram para o Brasil. A maior parte eram escravos, mas também havia outros produtos, marfim, até cera de abelha.
Então, a relação com Portugal era feita a partir do Brasil. Os barcos iam de Angola para o Brasil e de Brasil para Portugal. Pessoas vinham até se tratar no Brasil. O primeiro poeta angolano com livro publicado veio tratar-se de uma tuberculose aqui ao Rio de Janeiro. Isso há 200 anos.
Mas essa "colonização brasileira" acabou em 1822. Depois da independência do Brasil, deixou de haver essa relação tão próxima.
BBC Brasil - Neste ano, o mundo está vendo muitas mudanças a partir das revoltas da Primavera Árabe. Como esses movimentos foram vistos em Angola?
Pepetela - O regime assustou-se. Não era caso para susto, mas nitidamente o regime assustou-se.
Nós temos um regime presidencialista, com um partido dominante, que nas últimas eleições teve 82% (dos votos). Esse partido (Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA) venceu primeiro a luta de libertação contra os portugueses e depois a guerra civil, que terminou há nove anos, e tem uma máquina que consegue controlar o Estado e o país.
A oposição é muito fraca. Nas regiões onde conseguiu tomar o poder militarmente, oprimiu mais talvez do que o governo, e portanto a população afastou-se da oposição.
De qualquer maneira, é um governo ainda um pouco autoritário, embora democrático nas palavras e nos textos. E teve medo realmente do que aconteceu no norte da África.
BBC Brasil - O senhor acredita que manifestações contra o governo podem ganhar força?
Pepetela - Ainda ontem (sábado, dia 3) houve uma manifestação em Luanda. Os números, dependendo dos jornais, vão dizer que eram 100 ou 300 pessoas. Pequena coisa. Mas, em vez de deixarem fazer a manifestação, a polícia impediu quando os manifestantes quiseram sair da praça.
Então houve confrontos e alguns feridos ligeiros. Não foi muito violento, mas houve violência, e acho que não é preciso. É melhor deixar sair o vapor da panela do que fechar completamente.
Penso que ainda não há condições no país para uma espécie de revolta de rua conseguir grande coisa. Podem partir algumas coisas. É o que aconteceu em Londres, o quebra-quebra. Isso não muda regimes, mas pode acontecer. Mas uma revolução neste momento em Angola, penso que não há condições.
O povo não quer confusão. Houve 40 anos de guerra. Todas as famílias sofreram com esta guerra. Ninguém quer violência neste momento. E por isso acho que o governo não devia usar de violência, mesmo que ligeira, para com 300 manifestantes que fossem. Deixem fazer manifestações, deixem fazer todos os sábados, é bom.
BBC Brasil - A presença de empresas brasileiras está crescendo em Angola. Qual é a percepção disso no país?
Pepetela - É bem aceito, as empresas brasileiras têm um bom prestígio. Houve uma mudança grande. As primeiras empresas que tiveram contratos com Angola eram comerciais, quiserem ganhar dinheiro rapidamente, e os produtos eram muito ruins. Isso fez com que durante anos os angolanos não quisessem importar do Brasil. Diziam que os produtos de Portugal podiam ser mais caros, mas eram melhores. Isso começou a ser resolvido.
Mas curiosamente, talvez haja mais produtos brasileiros em Angola sendo levados pessoalmente do que através de uma exportação legal. Há muitos voos de Luanda para o Rio de Janeiro e São Paulo. Os voos chegam cheios de gente que vêm comprar coisas aqui (no Brasil), enche duas malas e vai vender lá. Sobretudo roupas ou adereços. Pulseiras, colares, aqui no Brasil são baratos que acolá. Há muita gente vivendo disso, fazendo a ponte aérea das mercadorias. Isso também é uma forma de relacionamento.
BBC Brasil - O crescimento da presença econômica do Brasil gera algum tipo de resistência entre os angolanos?
Pepetela - Não, isso não existe. Mas esqueci uma coisa importante. Há uma relação que também é desigual, da televisão. Nós lá vemos a Record, a Globo, e agora a Bandeirantes também. As telenovelas passam constantemente. Aqui, evidentemente, não se vê televisão angolana.
Há também uma forte presença brasileira na religião, nas igrejas evangélicas. Principalmente da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem centenas de templos em Angola.
Cada um pode ter sua opinião sobre religiões, mas as pessoas que creem têm uma boa visão do Brasil. É um refúgio espiritual que os brasileiros estão levando. Portanto, isso também reforça a vontade dos angolanos virem cá conhecer.
BBC Brasil - A presença da China vem crescendo em países africanos, tirando espaço de países europeus e dos Estados Unidos. Esse crescimento é especialmente forte em Angola. O que esses investimentos representam para o país?
Pepetela - Isso permitiu que a Angola dissesse não ao FMI. Aliás, o FMI já estava em Angola sob condições que o país tinha imposto. Mesmo assim, depois dissemos não, não precisamos de vosso dinheiro, não queremos, acabou.
Por esse lado, (a presença da China) permitiu uma certa independência. A China está fazendo muita coisa lá no nível da construção civil. Construindo edifícios, ferrovias, pontes, cidades inteiras. Ainda agora foi inaugurada uma cidade nova, absolutamente nova.
Fundamentalmente, o que os chineses fazem é comprar o petróleo e construir. Em 40 anos de guerra, as estradas estavam todas estragadas, as pontes estavam partidas. Hoje não, já se pode circular para todos os lados do país em estradas asfaltadas, com boas pontes. Neste aspecto foi bom. Embora haja alguma desconfiança sobre a qualidade das obras dos chineses.
BBC Brasil - Há uma preocupação de essa influência estar crescendo muito em Angola?
Pepetela - Eu noto que há muita preocupação em relação aos chineses vinda de meios europeus. Sobretudo os franceses e os portugueses – que são os que têm mais interesses em Angola – estão constantemente falando da presença chinesa.
Claro, os portugueses levaram uma grande pancada na construção civil. As empresas chinesas trabalham mais depressa e muito mais barato. Eu até penso que não melhor, mas são mais rápidas e mais baratas.
A França está vendo a China entrar na África e está perdendo completamente a sua influência no continente. E a China é uma alternativa a esse poder francês, de maneira que (os franceses) fazem uma campanha sistemática contra a China, em livros, jornais, televisão, cinema até. É uma campanha incrível, mas acho que não adianta muito.
Não sei o que o futuro vai dizer, depende muito da política da China, o que eles querem. Eles por tradição não são colonizadores. Eles penetram em todo o mundo, fazendo negócios. Não me parece que queiram um domínio, pelo menos por enquanto.
Agora, claro que vão se opondo aos americanos. É um novo foco. É bom. Antes só havia um, era só um império. Agora há outros focos, Índia, China, os tais Brics, o Brasil... isso distribui um pouco melhor o poderio mundial.

Lançado manual dos direitos civis

Jornal de Angola
O Executivo lançou ontem, em Luanda, um manual didáctico para reforçar a promoção e protecção dos direitos humanos. O manual foi concebido como uma ferramenta didáctica para professores, formadores, educadores e promotores de direitos humanos.
O secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, fez ontem, em Luanda, a apresentação da obra com o título “Do direito e do esquerdo”.
António Bento Bembe disse que o lançamento do manual didáctico marca um passo significativo para a realização dos ideais da promoção de uma cultura dos direitos humanos e uma cidadania activa e participativa em Angola.
Referiu que Angola assinala progressos significativos nas políticas públicas para o desenvolvimento macroeconómico, social e político, com incidência nos investimentos feitos em infra-estruturas básicas, tais como a construção de estradas, pontes e indústrias, em toda a extensão do território nacional.
O secretário de Estado Bento Bembe considera que a tarefa de promoção dos direitos humanos é “árdua e engenhosa” e requer a compreensão dos princípios basilares estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e demais protocolos e convenções.
“Uma acção concertada para a promoção e protecção dos Direitos Humanos é prioritária através da construção de parcerias sólidas e responsáveis, com vista à adopção de políticas, planos e projectos que visam o desenvolvimento sustentável do país”, disse.
A obra é da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, da União Europeia e dos Salesianos de D. Bosco da Igreja Católica.





Estaleiros de Viana: Interesse do Brasil pode chegar aos 'patrulhas'


Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo receberam com agrado o interesse do ex-presidente brasileiro Lula da Silva na empresa e dizem que podem também vir a construir navios militares para aquele país.

“Em dezembro, o anterior secretário de Estado da Defesa [Marcos Perestrello] disse-nos que decorriam negociações com o Brasil nesse sentido, para navios militares. Não sabemos se o processo teve evolução, mas seria muito importante para nós”, explicou à Lusa António Barbosa, coordenador da Comissão de Trabalhadores.

Em cima da mesa estava a possibilidade de construção do mesmo tipo de navio de patrulha já entregue pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) à Marinha portuguesa, de um total de oito encomendados.

Cada navio, totalmente concebido em Viana, custa cerca de 50 milhões de euros, podendo receber até 67 pessoas, numa tripulação de 38 elementos, mas que pela inovação e automação de que dispõe necessita de menos de uma dezena de militares em operação regular.

“O que nos foi dito é que estava em cima da mesa a eventualidade de construir para o Brasil um modelo baseado neste patrulha, mais simples em termos de comunicações e automações e, portanto, mais barato. E podiam ser muitos”, explicou António Barbosa.

Com os seus 83 metros de comprimento, estes “patrulhas” podem receber um helicóptero Lynx e estão equipados com duas lanchas que podem transportar 25 pessoas, podendo ter condições para reabastecer helicópteros em alto mar e assim aumentar o alcance das missões áreas.

“Além do Brasil, fomos informados que, com base neste primeiro navio, haveria interesse das marinhas de Moçambique e de Angola, até mesmo de Timor-Leste. Ou seja, o mercado lusófono pode ser muito importante para a nossa empresa”, acrescentou o coordenador da Comissão de Trabalhadores.

De visita a Portugal, o ex-líder brasileiro, Lula da Silva, demonstrou o interesse no apoio dos ENVC ao crescimento da indústria naval brasileira.

“À conta da descoberta de petróleo, vamos ter de construir muitos barcos, navios petroleiros e plataformas e precisamos de contar com a excelência de Portugal”, afirmou Lula da Silva, adiantando que falou com os governantes portugueses sobre os estaleiros de Viana.

Para António Barbosa, trata-se de uma “excelente noticia” para a empresa, que assim poderia regressar a um mercado para o qual trabalhou há mais de vinte anos, com a construção de dois navios químicos.

“São navios excelentes, navegam perfeitamente e a empresa que os comprou até nos contactou recentemente com o interesse de colocar o duplo casco para poderem navegar com eles na Europa”, acrescentou Barbosa.

Com um passivo acumulado de 240 milhões de euros e 720 trabalhadores, a administração dos ENVC deverá apresentar até outubro uma proposta de viabilização da empresa ao ministério da Defesa.
Correio do Minho

EUA reafirmam envolvimento de empresário moçambicano no narcotráfico

África 21
Os EUA dizem que estão preocupados com o crescente problema de tráfico de drogas em Moçambique.
Da Redação, com AIM
Maputo - Apesar das autoridades moçambicanas terem dito que não encontraram indícios suficientes do envolvimento do cidadão Mohamed Bachir Suleman no narcotráfico, os Estados Unidos da América (EUA), através da sua embaixada, em Maputo, a capital moçambicana, reiteraram hoje que ele é um traficante de drogas significativo.

Sexta-feira passada, a Procuradoria-geral da Republica (PGR) emitiu um comunicado de imprensa na qual afirmava que das averiguações feitas não se apurou nenhum “indício suficiente de prática de actos que consubstanciem o tráfico de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas pelo cidadão Mohamed Bachir”.

Entretanto,eEle incorre em outros delitos relacionados com procedimentos aduaneiros, fiscais e de âmbito da lei cambial.

As investigações foram realizadas por uma equipa nomeada pelo Procurador-Geral da República, Augusto Paulino, a três de Junho de 2010. A mesma esteve sob direcção e supervisão de uma magistrada do Ministério Público, tendo igualmente sido solicitada a colaboração internacional da Interpol e de países como EUA, Reino Unido, Portugal e África do Sul, considerados referência na colheita de informação relevante para o processo.

Segundo o comunicado, as diligências realizadas incluíram, entre outras, a recolha, análise e tratamento de informação operativa especializada, auditorias e diversos elementos pertinentes.

Entretanto, uma nota de imprensa da Embaixada dos EUA, hoje recebida pela AIM, refere que Bachir permanece na lista de indivíduos e instituições proibidas de interacção com o sistema financeiro daquele país americano.

Na nota, a embaixada dos EUA sublinha que Bachir foi designado barão de drogas de alto nível (nível um), uma categoria reservada a indivíduos e instituições com envolvimento significativo no tráfico de narcóticos e não pode haver erro.

“Nenhuma designação do nível um foi, alguma vez, feita de forma erronea” frisa a nota de imprensa.

Na mesma nota, a embaixada explica que por uma questão de política, o Governo dos EUA não partilha com nenhum governo as informações relativas ao processo que leva a uma designação de barão de drogas.

“A nossa postura relacionada com o senhor Bachir não é exclusiva a Moçambique, é a nossa política. Porém, essa política não deve ser confundida com falta de informação para fazer uma desinformação. Temos plena confiança nos fundamentos para a designação do Senhor Bachir, examinados por sete agências do governo dos EUA”, lê-se na nota.

A Embaixada dos EUA salienta que durante as investigações realizadas pela Procuradoria-Geral da República (BGR) foram registadas violações aduaneiras, cambiais e de leis fiscais, infracções que frequentemente são consideradas fortes indícios de contrabando e outras actividades ilegais.

“Não foi surpresa para nós que estas violações tenham sido descobertas, e esperamos que mais investigações possam apurar o que essas acções ilícitas escondiam”, frisa o documento.

A nota acrescenta que “entendemos que o Senhor Bachir começou com o processo de apelação, e esperamos que ele forneça a informação solicitada sobre as suas actividades comerciais. Em muitos casos, designados do nível um, não fornecem a informação solicitada porque isso poderia revelar a verdadeira natureza dos seus negócios”.

Os EUA dizem que estão preocupados com o crescente problema de tráfico de drogas em Moçambique.

“Relatórios e apreensões recentes destacam a necessidade de tomar esta questão a sério e dedicar recursos suficientes e vontade política para acabar com esta prática perniciosa que ameaça a estabilidade”, afirma a embaixada americana.

A quando da divulgação da lista dos barões de droga no mundo, em Junho do ano passado, Bachir, um dos acusados de ser líder do narcotráfico, desafiou publicamente as autoridades norte-americanas, bem como as moçambicanas a provarem tais acusações, com todos os recursos possíveis, mesmo com o envolvimento da Interpol.


Dados AICEP - Exportações para Moçambique cresceram 56 por cento no primeiro semestre
 Por Lusa


As exportações portuguesas para o mercado moçambicano cresceram 56 por cento no primeiro semestre deste ano, devendo Moçambique posicionar-se entre os 15 principais mercados para produtos portugueses em 2011. O ano passado era o 25º destino.

O balanço consta de uma avaliação feita pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) sobre a participação de Portugal na 47ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM). “Para as empresas portuguesas, esta feira saldou-se num conjunto importante de contactos”, referiu à Lusa a AICEP, numa nota sobre o balanço da presença de Portugal na FACIM.

O documento refere que os empresários portugueses reconheceram “oportunidades de negócios que, certamente, terão sequência quer no incremento das trocas comerciais dos dois países, quer em investimentos directos a realizar em Moçambique”.

Quase uma centena de empresas de capital português participou no certame empresarial em Moçambique que juntou 14 países, entre 29 de Agosto e 4 de Setembro.

Portugal foi o país mais representado na maior exposição empresarial e comercial do país, a seguir a Moçambique, com 489 expositores, ocupando um pavilhão de 850 metros quadrados e ainda tendo mais 41 empresas portuguesas ou de capitais portugueses fora do pavilhão.
Cooperação
Ligações aéreas com Marrocos podem iniciar no fim do ano



Angop
Presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, recebe embaixador marroquino
Presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, recebe embaixador marroquino

Luanda – As ligações aéreas entre as capitais angolana, Luanda, e marroquina, Rabat, poderão iniciar no final do ano ou princípios do próximo, declarou hoje, quinta-feira, o embaixador do Reino de Marrocos.
 
Mustafa Bouf falava à imprensa no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, durante a qual apresentou cumprimentos de despedida no final da sua missão de três anos, em Angola.
 
Afirmou que os acordos estão já rubricados, faltando apenas acertos de pormenores para que a companhia marroquina “Royal Air Maroc” comece a operar entre Rabat e Luanda no final deste ou princípio do próximo ano.
 
Referiu que o encontro serviu também para analisar a cooperação entre os dois estados, que considera boa, nos domínios comercial, económico e da formação de quadros angolanos.
 
“Angola é um dos países mais importantes do continente graças aos esforços do povo angolano sob a liderança do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos”, rematou Mustafa Bouf.
 
Sublinhou que as relações duram desde 1961, data em que o seu país acolheu a cimeira de líderes de movimentos de libertação das ex-colónias portuguesas, em que Angola se fez representar por Mário Pinto de Andrade, um dos fundadores do MPLA.
 
Lembra entre os vários momentos vividos em Angola a realização do Campeonato Africano das Nações (CAN2010), a discussão e aprovação da Constituição e Congressos do MPLA.
Empresários espanhóis podem cooperar na redução da pobreza

Luanda -  O vice-governador para a área económica e produtiva da província de Luanda, Miguel Ventura Catraio, afirmou hoje (sexta-feira), que os empresários espanhóis possuem potencial para cooperar em projectos de redução da pobreza e de melhoria das condições sociais da população luandense.
 
“A classe empresarial espanhola apresenta-se como capaz de contribuir nos micro-projectos do GPL, inerentes sobretudo aos sistemas de electricidade e de tratamento de águas”, declarou à Angop, o responsável, após um encontro entre empresários espanhóis e o presidente do Congresso dos Deputados de Espanha, Jorge Bono Martinez.
 
Segundo o também coordenador da Unidade Técnica de Luanda do Programa de Combate à Fome e Redução da Pobreza “os espanhóis são bons nos sistemas de tratamento de águas, porque tive a oportunidade de constatar isso em Espanha, onde vi como deram solução aos seus grandes problemas e compreendi como estruturam as soluções”.
 
Quanto ao encontro, Miguel Catraio considerou que a iniciativa serviu de encorajamento aos perto de 150 empreendedores espanhóis, que trabalham em Angola, uns de modo permanente outros de forma temporária.
 
“Conheço a classe empresarial espanhola, porque trabalhei em Espanha durante quatro anos como representante comercial angolano e acabo por notar e validar que é muito importante a presença do alto dirigente espanhol em Angola”, realçou.
 
Presente igualmente no encontro, o embaixador de Espanha em Angola, José Maria y Bolíbar, adiantou à Angop que Angola e Espanha tencionam incrementar a cooperação nos sectores da energia, infra-estruturas, transportes, educação, formação e administração pública.
 
O diplomata sublinhou que Angola constitui para a Espanha um dos seus parceiros mais importantes em África, com quem almeja reforçar as relações económicas, comerciais e políticas, em particular.
 
Desde quinta-feira em Luanda e com regresso previsto para domingo, a delegação parlamentar espanhola, chefiada por Jorge Martinez, reuniu-se já com responsáveis dos ministérios das Finanças e da Indústria e Geologia e Minas, entre outras entidades.

MED deve criar infra-estruturas escolares para aulas de alfabetização

Luanda - O professor do ensino de adultos Manuel André, defendeu hoje, quinta-feira, em Luanda, que o Ministério da Educação crie infra-estruturas escolares para impulsionar o combate ao analfabetismo no país.
 
Em declarações à Angop, no quadro das celebrações do 8 de Setembro, Dia Internacional da Alfabetização, o docente referiu que o número de alfabetizados cresceu substancialmente desde a implementação do ensino técnico profissional, no âmbito da reforma educativa em curso em Angola, sem contudo, avançar números.
 
Sublinhou que há maior aderência por parte dos cidadãos com interesse de apreender a ler e escrever, para contribuírem no crescimento e na reconstrução do país, que está com um nível acelerado de desenvolvimento desde o fim do conflito armado.
 
Manuel André lamentou o desinteresse de maior parte dos indivíduos de sexo masculino em participar nas aulas de alfabetização, porquanto, como disse, num universo de 100 alunos, a maioria é do sexo feminino.
 
Acrescentou que é com satisfação que nota um crescimento nas estatísticas quanto a participação neste processo de pessoas de várias faixas etárias, principalmente jovens e adultos dos 50 a 60 anos de idade.
Inadec
Angola participa na conferência sobre protecção do consumidor em Abuja


Luanda – O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) participa, de 12 a 15 de Setembro em curso, na terceira conferência anual do diálogo africano sobre a protecção do consumidor, que decorrerá, em Abuja, Nigéria.
 
O evento, que se realizará sob o lema “A próxima geração: aspectos da protecção do consumidor que afectam as crianças e avaliação de sistemas de pagamentos online por telemóveis,” é uma iniciativa conjunta do Conselho de Protecção do Consumidor da Nigéria e da Comissão Anual do Diálogo Africano sobre a Protecção do Consumidor.
 
Nesta conferência, o Inadec pretende trocar experiências e alargar a sua rede de parceiros que operam no domínio da defesa dos direitos dos consumidores.
 
Durante a conferência serão abordados, entre outros temas, Alfabetização financeira, Acesso ao financiamento e desafios da tecnologia bancária electrónica e Sistemas de pagamento móvel, Aprendendo para a vida - Os programas educação do consumidor com foco nas questões das crianças, e Aviso via telefone e online.
 
Angola participará na conferência com uma delegação chefiada pela directora-geral do Inadec, Elsa Bárber.

Hoje é Dia Mundial da Alfabetização


Angop
Unesco promete diminuir os índices de analfabetismo no mundo
Unesco promete diminuir os índices de analfabetismo no mundo

 
 
Luanda - Hoje, 8 de Setembro, comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização, dedicado a uma reflexão sobre um grande mal no planeta, que são as altas taxas de analfabetismo.
 
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da UNESCO, com o objectivo de tentar reduzir os índices de analfabetismo em todo o mundo, desenvolvendo vários projectos sociais nesse sentido.
 
Criada em 1945, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura se comprometeu a diminuir os índices de analfabetismo no mundo, pois nos países subdesenvolvidos cerca de 25% de adultos e crianças não sabem ler e escrever, chegando a um total de novecentos milhões de pessoas.
 
 Alfabetização é o processo que orienta uma pessoa a identificar códigos alfabéticos escritos, que formam palavras, tornando-a um leitor. Saber ler e escrever é importante para um cidadão, pois esse deixa de ser dependente dos outros, passa a entender o mundo que o cerca de forma mais ampla.
 
 O analfabetismo incapacita a pessoa de adquirir conhecimentos sobre tudo, inclusive sobre a saúde. Uma pessoa que não sabe ler e nem escrever é mais propensa a ter problemas de saúde e, consequentemente, tenderá a não procurar ajuda médica, porque não sabe do que se trata.
 
 A UNESCO se comprometeu a diminuir os índices de analfabetismo no mundo.
 
O índice de cidadãos alfabetizados de um país indica o nível de desenvolvimento do mesmo.
 
Quanto mais pessoas analfabetas, menos desenvolvimento.
 
 De acordo com uma mensagem da ONU em alusão ao dia, a alfabetização, na Década das Nações Unidas para a Educação e o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), a data deve se tornar num factor determinante de mudança e num instrumento prático de poder no que respeita às três vertentes principais do desenvolvimento sustentável: o desenvolvimento económico, o desenvolvimento social e a protecção do ambiente.
 
A experiência e os estudos efectuados mostram que a alfabetização pode ter um papel essencial na erradicação da pobreza, no aumento das possibilidades de emprego, na promoção da igualdade entre os sexos, na melhora da saúde familiar, na protecção do ambiente e na promoção da participação democrática.
 
 
Particularmente em Angola, segundo dados de fontes do Ministério da Educação, em 2009 o país alfabetizou mais de seiscentos mil jovens e adultos.
 
Em Luanda, seiscentos e 90 mil alunos participaram em 2009 no sistema de alfabetização no país, no âmbito da estratégia do Governo angolano na recuperação do atraso escolar.
 
Em 2008, o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) abrangeu 401 mil alunos, tendo sido dada prioridade àqueles dos 12 aos 25 anos e com desfasamento na "idade-classe", e que por várias razões não frequentaram ou concluíram, na devida altura o ensino primário e secundário.
 
O governo aprovou, em 2007, o Programa de Relançamento da Alfabetização e Recuperação do Atraso Escolar que depois de regulamentado resultou no Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, que está a ser aplicado pelo Ministério da Educação no país.
 
Nos programas da erradicação do analfabetismo, o Ministério conta com o apoio de vários parceiros como as igrejas, partidos políticos, associações profissionais, entre outras agremiações cívicas que desdobram as suas actividades de alfabetizar pelo país.
Vice-governadora diz que educação e alfabetização é importante na formação do homem

Luena - A vice-governadora provincial do Moxico para o sector político e social, Adriana Sofia Cacuassa Bento, disse hoje, quinta-feira, no Luena, que a educação e a alfabetização têm uma missão fundamental e indispensável para a formação da dignidade humana.
 
A responsável, que falava no acto provincial alusivo ao 8 de Setembro, Dia Internacional da Alfabetização, sustentou que para se cumprir esta honrosa missão é necessário o empenho de todos os profissionais da classe docente e da sociedade em geral.
 
Adriana Cacuassa enalteceu a estratégia de criação de salas integradas para o sistema de alfabetização e aceleração escolar, dada a taxa de analfabetismo que o país ainda enfrenta.
 
Segundo a Adriana Cacuassa, este é um dos desafios do Executivo angolano, pelo facto de muitos jovens e mulheres serem analfabetos e que são eles que constituem a maioria absoluta da população angolana.
 
Em sua opinião, este factor influência na segurança e bem-estar das famílias, por ser uma das principais barreiras da posição socioeconómica de um individuo e do desenvolvimento do país.
 
Na ocasião, os alfabetizandos pediram a criação de mais salas de aulas e a inserção do IIII módulo (8ª e 9ª classes), no próximo ano lectivo, para que possam continuar com os seus estudos até ao ensino superior.
 
Neste ano lectivo na província do Moxico foram matriculados 58 mil 798 alfabetizandos, distribuídos em 14 redes, com 400 alfabetizadores e 35 professores.
 
Em Angola, a batalha de alfabetização foi proclamada pelo primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, em 1976, aquando da visita a então Textang (fábrica de tecidos de Angola).
 
O dia 8 de Setembro foi instituído em 1967 pela Organização das Nações Unidas e pela UNESCO como Dia Internacional da Alfabetização, com o objectivo de despertar a consciência da comunidade internacional quanto a um compromisso em relação o desenvolvimento e a educação.


Governo angolano pede aos cidadãos manifestações "educadas"

O secretário de Estado dos Direitos Humanos angolano, António Bento Bembe, pediu "educação" na forma como os cidadãos se manifestam, aludindo ao protesto de sábado, em Luanda, que terminou com a detenção de várias pessoas.
"Os cidadãos angolanos têm direitos plasmados na Constituição, mas é preciso que sejam educados, pois nem sempre a intenção é boa. É necessário saber os motivos que levam a aderir a um determinado acto", disse Bento Bembe, citado pela agência de notícias angolana Angop.
As declarações do secretário de Estado surgem, esta quinta-feira, dia em que 21 jovens que participaram na manifestação de sábado, contra o presidente José Eduardo dos Santos, serão presentes ao juiz pela segunda vez para julgamento sumário.
Bento Bembe também comentou a actuação das forças de segurança e atribui à Polícia Nacional o dever de garantir o respeito pelos direitos humanos.
"A Polícia Nacional, como primeiro defensor dos direitos humanos, deve saber educar a população para que aqueles não sejam violados", aconselhou, reforçando que " [a polícia] deve entender que quanto mais comportamento ético tiver ante as populações melhor será para o prestígio da corporação".
O governante lembrou o longo período de guerra do qual a Angola acabou de sair e defendeu a necessidade de se consolidar a paz. Para isso alertou para o fim das contestações que se fazem só porque "se viu, nos órgãos de comunicação social, acontecer em outros países".
Um grupo de jovens realizou uma manifestação contra o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, no poder há 32 anos, que resultou na detenção e ferimento de alguns participantes. Alguns jornalistas que faziam a cobertura do protesto também foram agredidos.
Segundo a polícia, 24 pessoas foram detidas. Fontes próximas dos manifestantes apontam para 50 detidos e a associação Human Rights Watch denunciou, terça-feira passada, pelo menos 30 pessoas continuavam incontactáveis ou com paradeiro desconhecido.
jornal de noticias.pt
Funcionários do Ministério da Educação reconfirmam registro


Angop
 Reconfirmação do registo eleitoral
Reconfirmação do registo eleitoral

Luanda - Os funcionários do Ministério da Educação reconfirmaram hoje (quinta-feira) o seu registro eleitoral em acto realizado no posto de registo no campo Manuel Berenguel da Rádio Nacional de Angola, em Luanda.

O acto realizou-se no âmbito do processo de reconfirmação do registo eleitoral que decorre desde 29 de Julho e se estenderá até ao dia 16 de Dezembro do ano em curso.

Na ocasião o director nacional do gabinete do plano do Ministério da Educação, Jaime Franco, afirmou que todos os trabalhadores do sector estão mobilizados e motivados para procederem a sua reconfirmação e escolherem o local onde irão exercer o seu direito de cidadania.

“ Todo o cidadão maior de 18 anos deve dirigir-se aos postos de registo eleitoral com o intuito de escolherem o local onde querem  exercer o seu direito de voto e assim estarem habilitados a elegerem os futuros dirigentes do pais no próximo pleito eleitoral previsto para 2012”, afirmou.

De acordo com o responsável é importante que cada cidadão se sinta motivado a exercer este acto de cidadania, uma vez que o mesmo contribui para a consolidação da democracia no país.

Entretanto, Claire Silva, funcionária do Ministério da Educação, manifestou a sua satisfação por já ter exercido o seu dever de cidadania e apelou a todos os cidadãos nacionais maiores de 18 anos a se dirigirem aos postos de registo a fim de reconfirmarem o seu cadastro.


O posto de registo situado na campo Manuel Bereguel da Rádio Nacional de Angola já acolheu a confirmação do registo de  entidades públicas, funcionários do Ministério da Administração do Território e membros do secretariado executivo da Organização da Mulher Angolana  (OMA).

Educação
Quinhentas mil pessoas serão alfabetizadas até 2015 em todo o país



Angop
Ministro Pinda Simão
Ministro Pinda Simão

Luanda – Quinhentas mil pessoas serão alfabetizadas por ano até 2015, com vista ao alcance dos objectivos do milénio, informou esta quinta-feira, em Luanda, o ministro da Educação, Mpinda Simão.
 
Em declarações à Angop, por ocasião do oito de Setembro, Dia Internacional da Alfabetização, Mpinda Simão referiu que a taxa de alfabetização no centro do país está a volta de 82 porcento, sendo satisfatório para os angolanos.
 
De acordo com o ministro, dos 100 porcento da população angolana, 44 dos que vivem na zona rural entre os 15 e 80 anos são analfabetos.
 
Segundo Mpinda Simão, Angola, comparando com outros países de África, não regista índice elevado de analfabetismo.
 
“O país em termos do combate ao analfabetismo apresenta uma evolução, estando a cima da media africana que está a volta de 52 porcento, portanto é encorajador”, referiu.
 
O ministro acrescentou que os parceiros sociais representam os grandes intervenientes no programa de luta contra o analfabetismo, contribuindo, desta forma, para a erradicação.
 
Referiu que os maiores intervenientes do projecto de combate ao analfabetismo em Angola são as igrejas Católica e Universal do Reino de Deus.
 
O Ministério da Educação orienta a parte técnica, elabora os conteúdos, mobiliza esforços em termos de formação de alfabetizador e proporciona o pagamento de uma forma parcial dos subsídios dos intervenientes.
 
Mpinda Simão referiu que o projecto de alfabetização contempla três módulos, sendo o primeiro da iniciação, primeira e segunda classe, o segundo da terceira e quarta classe e o último da
quinta à sexta classe, com duração de três meses.   
 
 
Afim de possibilitar a real redução dos níveis de analfabetismo absoluto e funcional entre os cidadãos a partir dos 15 anos, o programa visa igualmente elevar o número de turmas de alfabetização e pós-alfabetização para os jovens e adultos em todo o país.

Direitos Humanos
Lançamento de manual reforça missão do Estado



Angop
Secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe
Secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe

Luanda - O lançamento do manual de ferramentas didácticas para professores, formadores, educadores e promotores de direitos humanos reforça a missão do Estado relativa à promoção e protecção desses direitos, nos termos da Constituição, da lei e das Convenções Internacionais de que Angola seja parte.
 
Esta afirmação é do secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, pronunciada no acto de lançamento do manual "Do direito e do esquerdo" realizado hoje (quinta-feira), em Luanda, numa promoção da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, da União Europeia e dos Salesianos de Dom Bosco da Igreja Católica.
 
De acordo com o governante, o manual vai de encontro à visão do Executivo angolano, sob a liderança do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, do interesse da institucionalização da área dos direitos humanos.
 
"Com o lançamento deste manual, marcamos um passo significativo para a realização dos ideais da promoção de uma cultura dos direitos humanos para uma cidadania activa e participativa em Angola", realçou.
 
Referiu que "Angola assinala progressos significativos no que toca a implementação de políticas públicas para o desenvolvimento macroeconómico, social e político, com incidência aos investimentos feitos em infra-estruturas básicas, tais como a construção de estradas, pontes e indústrias, em toda a extensão do território nacional".
 
Na óptica de Bento Bembe, a tarefa em curso é árdua e engenhosa, que não só requer a compreensão dos princípios basilares estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e demais protocolos e convenções, mas também a implementação de projectos concretos visando o desenvolvimento sustentável no país.
 
"Uma acção concertada para a promoção e protecção dos Direitos Humanos torna-se prioridade através de construção de parcerias sólidas e responsáveis, com vista a implementação de políticas, planos e projectos que visam o desenvolvimento sustentável", concluiu.
 
Assistiram ao acto os embaixadores do Reino Unido e da Itália, o encarregados de negócios da União Europeia, professores e estudantes.

Manuel Domingos Neto: Neocolonialismo escancarado

A dissimulação e a camuflagem de objetivos e procedimentos integram forçosamente as estratégias de guerra. Alguém minimamente introduzido na política e na guerra sabe que antes, durante e depois do combate a “informação precisa e isenta” é sempre a primeira a ser sacrificada.

Por Manuel Domingos Neto*portal vermelho 


No caso da Líbia, salvo vazamentos sensacionais, decorrerão anos até que tenhamos acesso à “verdade efetiva das coisas”, para usar Maquiavel. Mas, por entre a névoa da desinformação, olhares atentos, como o de Iraê Baptista Lundin, do Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique, e o de Domenico Losurdo, da Universidade de Urbino, logo vislumbraram a impossibilidade de comparar a carnificina na Líbia com a dita “primavera árabe”.

Os manifestantes egípcios e tunisianos foram às ruas sem armas; reclamavam mudanças, mas não se envolveram na disputa pelo poder nem se articularam com potências estrangeiras. Já os “rebeldes” líbios despontaram na Cirenaica em 17 de fevereiro com metralhadoras nas mãos movendo-se em numerosas viaturas rumo a Trípoli.

No Egito e na Tunísia, governos desgastados foram surpreendidos por movimentos espontâneos de jovens sem perspectiva de melhoria de vida. Ora, o mapa do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU atribui à Líbia, em 2010, a pontuação 0,755, perto dos países do sul da Europa e em situação mais favorável que o México (0,750) e o Brasil (0,699). Se tal índice não revela a concentração da renda, serve para demonstrar que Kadafi não governou durante décadas com base apenas na repressão, mas procurou equilibrar a partilha dos dividendos do petróleo de sorte a contemplar os interesses de tribos e regiões.

O índice de esperança de vida na Líbia é de 74 anos, superior, portanto, a do Brasil (72,4). Já a mortalidade infantil é maior no Brasil do que na Líbia. Mais de 30% do orçamento líbio é dedicado à educação e as condições de moradia do país foram elogiadas pela ONU. Se não há dados confiáveis sobre a concentração da renda, caberia lembrar que relatos de pobreza extrema, comuns na África e na América Latina, são desconhecidos no panorama líbio; tampouco há descrições de extrema concentração de riqueza, comum nos países produtores de petróleo.

Os jovens líbios têm oportunidades de estudo quase desconhecidas no continente africano. Cerca de 85% da população da Líbia é alfabetizada e, para um total de 6,5 milhões de pessoas, há nada menos do que 12 universidades públicas. Aos que podem arguir que os índices socioeconômicos são possíveis devido à receita do petróleo, seria o caso de lembrar que o Barein, um conjunto de ilhotas que representa um terço do território de Sergipe, registra um PIB per capita duas vezes maior que o da Líbia, no entanto seus 800 mil habitantes têm uma esperança de vida menor (73,5).

Não houve uma explosão incontida de líbios sem comida, moradia, escola e transporte. Caberia perguntar se desencadeavam uma guerra civil, como é noticiado pela imprensa ocidental, ou atendiam ao mando de estrangeiros interessados no petróleo e no controle de uma posição estratégica no Mediterrâneo.

Tudo faz crer que se tratava de uma intervenção externa adrede preparada. Antes de qualquer resolução da ONU sobre a interdição do espaço aéreo líbio, centenas dos mais preparados soldados britânicos e numerosos agentes norte-americanos atuavam na preparação da “rebelião”. Sem as armas lançadas de paraquedas franceses, sem as oito mil mortíferas missões de bombardeio da Otan, sem o bloqueio externo dos fundos do governo líbio, seria impensável a queda de Trípoli.

As potências estrangeiras camuflaram a agressão alardeando uma pretensa defesa dos direitos humanos e da democracia. Kadafi passou a ser visto indiscutivelmente como ditador e tirano. Mas quais as credenciais dos agressores para falar em democracia e direitos humanos? Nos Estados Unidos, Bush, que exerceu seu segundo mandato sem ter sido eleito, suprimiu direitos consagrados e autorizou crimes de lesa-humanidade sem ser ameaçado de prisão; na Europa, os governantes acatam crescentemente as demandas dos militantes xenófobos. Ao longo de décadas os países ditos desenvolvidos apoiaram abertamente sangrentas ditaduras mundo afora. No mais, caso queira se tomar a democracia com o revezamento dos titulares do poder, os aviões da Otan deveriam bombardear a maioria das capitais africanas.

É no mínimo grotesco pretender impor regimes políticos consagrados pelo capitalismo ocidental às sociedades que desconhecem as instituições formais e o individualismo cultivados no Ocidente. Na África, persistem vivos os laços de solidariedade tribal; a divisão dos africanos em grupos étnicos é uma realidade. Impor-lhes o sistema de comunidades abstratas de “iguais” - chamadas “nações” – equivaleria ao extermínio de sistemas de valores fundados nessas identidades. Boa parte dos países africanos conquistou a independência política há meio século e praticamente todos eles vivenciaram longas guerras internas e externas.

Quase todas estas guerras foram alimentadas direta ou indiretamente por potências ocidentais permanentemente à cata de pilhar as riquezas africanas. Os regimes de força são, praticamente, a regra em países em guerra, em qualquer parte do mundo. A ausência de “democracia” na África, de certa forma, revela a resistência dos africanos à assimilação de valores ocidentais.

Na verdade, o que os agressores da Líbia temiam era que, com a indefinição de rumos no Egito, Kadafi retomasse em grande forma a longeva militância pan-arábica e pan-africana herdada de seu ídolo Gamal Abdel Nasser, o homem que, passando a perna nos colonialistas britânicos e franceses, nacionalizou o canal de Suez mexendo nas condições operacionais de grandes empresas e levando dificuldades para grandes esquemas militares.

A capacidade de Kadafi de causar impactos no cenário internacional revelou-se de forma contundente na Guerra do Yom Kipur (1973), quando a coalizão de Estados árabes enfrentou Israel, fortemente apoiada pelas potências ocidentais. Com a derrota dos árabes, Kadafi militou em favor do estancamento da exportação de petróleo para os paises que haviam apoiado Israel. O preço do combustível subiu às alturas, gerando duradoura crise econômica mundial.

Hoje, com o norte da África politicamente desestabilizado, o Oriente Médio em alta temperatura e a fronteira sul de Israel sem anteparos sólidos, uma possível projeção de Kadafi só poderia deixar em polvorosa os dirigentes da combalida Europa, sobretudo tendo em vista as limitações de Obama para abrir mais uma frente de batalha. E Kadafi tinha como se projetar: em 2009 foi eleito presidente da União Africana.

Mesmo enfrentando grave crise econômica e explosivas pressões sociais domésticas, Cameron, Sarkozy e Berlusconi bancaram a sangrenta aventura da Otan, revivendo infaustos episódios do século 20, quando britânicos, alemães, franceses e italianos se engalfinharam em duras batalhas pelo domínio do estratégico território líbio. Depois da derrota do Afrikakorps de Rommel, em 1943, o Reino Unido tomou conta da Cirenaica e da Tripolitânia enquanto a França administrava Fezã, alargando, na prática, seu dominio sobre a vizinha Argélia.

Com a independência da Líbia, em 1952, e a imposição do descredenciado rei Sayyid Idris al-Sanusi, os Estados Unidos puderam estabelecer poderosas bases militares e usufruir livremente do petróleo líbio até a entrada em cena do jovem coronel Kadafi, em 1969. Logo as empresas estrangeiras foram nacionalizadas e as tropas norte-americanas expulsas. O fechamento dos numerosos bordéis frequentados pelas tropas estrangeiras, que feriam fundo a moralidade islâmica, foram sumariamente fechados.

O Coronel, dosando repressão e concessões, além de garantir habilmente a unidade das 140 tribos que habitavam o território, empenhar-se-ia no pan-arabismo e conquistaria amizades por todo o mundo afro-islâmico. Para orgulho do vasto contingente de muçulmanos africanos, Kadafi financiaria a construção de milhares de mesquistas em povoados pobres e remotos, propiciando-lhes dignidade em suas manifestações espirituais.

Mantendo sua disposição de luta, o líder líbio buscaria a arma nuclear e se encalacraria de vez apoiando mortíferas ações extremistas, de resto sempre mal explicadas. Assim, não havia como deixar de ser promovido à grande inimigo da civilização ocidental, malgrado suas tentativas, já na era Bush, de aproximação com os Estados Unidos.

No inicio de 2011, autorizada pela ONU a negar o espaço aéreo a Kadafi, a Otan desconheceria todo o arcabouço legal internacional, bombardeando duramente a Líbia. Seguindo o exemplo norte-americano, visou, sobretudo, eliminar seu dirigente e sua família.

Kadafi já não mais governa nem dispõe de aviões. Quais seriam agora os pretextos para continuar os bombardeios? Segue a caçada feroz, vitimando a população e a infraestrutura do país, sem que seus responsáveis sejam incomodados pelo Tribunal Penal Internacional.

Com propriedade , o ministro Antônio Patriota advertiu, apoiado na trágica experiência de invasão do Iraque: desobedecendo a ONU, a Otan promove seu descrédito, alimenta a instabilidade internacional e fomenta violações dos direitos humanos. Se organizações militares internacionais agem à margem da Lei, como esperar que seus soldados respeitem populações desvalidas no teatro de operações?

O futuro da Líbia deveria ser discutido na ONU, conforme a proposta brasileira, não em reunião em Paris promovida por Sarkozy, mais preocupado em garantir privilégios para empresas francesas do que em evitar sofrimento aos africanos. Sem cerimônia, a partilha das oportunidades de negócio abertas com o afastamento de Kadafi domina os entendimentos entre os dirigentes europeus e Obama. Cerca de 80% do petróleo líbio era exportado para a Europa.

O chanceler francês, Alain Juppe, alegando os elevados gastos de seu país na agressão à Líbia, pretende que 35 % do petróleo líbio seja entregue a empresas francesas, o que deixa seus parceiros da Otan indóceis. É inacreditável os agressores pretenderem cobrar do povo líbio o preço da destruição!

Como assinalou o russo Dmitri Medviedev, antes de reconhecer o Conselho Nacional de Transição cabe verificar se esta estranha entidade fomentada pelos neocolonialistas será capaz de unir as numerosas tribos líbias. Esta não será uma tarefa fácil. Tal entidade até agora teve como grande bandeira o afastamento de Kadafi, não um projeto político de unidade nacional-democrática.

Na semana passada, 200 conhecidos intelectuais sul-africanos, alguns deles servindo em importantes universidades ocidentais, protestando contra as tentativas neocolonialistas, afirmaram: “A Inglaterra, a França e os Estados Unidos continuam agindo como Estados-bandidos”. Tal manifestação não foi noticiada pelos jornais que diariamente informam sobre os esforços para assassinar Kadafi e seus filhos.

O intrigante é que, na era das comunicações em tempo real, onde as informações correm soltas, persiste a dissimulação da cobiça pelo petróleo líbio e do medo do papel que Kadafi poderia jogar na geopolítica mediterrânea. Risível, a esta altura do campeonato, a tentativa de apresentar neocolonialistas como paladinos da liberdade e dos direitos do povo líbio!

* Pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense; Coordenador do Observatório das Nacionalidades; editor de “Tensões Mundiais”.

Executivo garante apoio à produção agrícola rural

Jornal de Angola
O Executivo está empenhado no relançamento do comércio rural, no âmbito do programa de erradicação da fome e da pobreza e do aumento da produção nacional, afirmou, segunda-feira, o vice-ministro do Comércio.
Archer Mangueira, que falava no final da assinatura do acordo entre o Banco de Desenvolvimento de Angola e o Banco de Poupança e Crédito, tendo em vista a concretização do Programa de Promoção do Comércio Rural, referiu que o Executivo pretende fazer das áreas rurais potenciais zonas comerciais. "O Executivo criou uma facilidade financeira junto do Banco de Desenvolvimento de Angola para permitir aos comerciantes nas zonas rurais desenvolverem as actividades e contribuírem para o estabelecimento de uma rede comercial da base ao topo", frisou.
A intenção do Executivo, disse, é intensificar a actividade comercial nas áreas rurais, apoiando os produtores com instrumentos que facilitem a sua actividade, e viabilizar o escoamento de produtos.





Linha de crédito vai permitir criar em Angola rede de retalho a nível nacional

Luanda, Angola, 7 Set – Uma linha de crédito em kwanzas equivalente a 40 milhões de dólares destinada à implantação, este ano, de uma rede retalhista de comércio rural, contribuirá para o escoamento da produção agrícola, garantiu terça-feira, em Luanda, o vice-ministro do Comércio.
Archer Mangueira usava da palavra no acto de assinatura do acordo de financiamento de cinco milhões de dólares entre o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), enquanto entidade gestora, e o BAI Micro Finanças (BMF), na qualidade de operador, para a execução do Programa de Promoção do Comércio Rural (PPCR).
Segundo o vice-ministro do Comércio, o acordo visa conceder créditos a agentes económicos dedicados à actividade comercial no meio rural, numa primeira fase das províncias do Huambo e de Benguela.
Além da resolução da problemática do escoamento da produção rural, acrescentou, o acordo destina-se igualmente a financiar a reparação, construção e apetrecho de infra-estruturas comerciais.
O presidente do BDA, Paixão Franco, assinou um acordo semelhante segunda-feira, em Luanda, com o Banco de Poupança e Crédito, para o financiamento de projectos de investimento a médio e curto prazo, em zonas rurais de todo o país.
No quadro do PPCR, o BDA assinará acordos idênticos com os bancos BCI e Sol que, a par do BMF e do BPC, concederão os recursos aos beneficiários finais, entre entidades grossistas e retalhistas que asseguram o fundo de mercado para o comércio rural. (macauhub)

Descobertos talentos do futebol nos Jogos Nacionais Escolares

Edivaldo Cristóvão| 
Estudantes de várias escolas do país demonstraram talentos que reforçam a confiança no futuro do futebol angolano
Fotografia: José Soares
O desporto escolar é um viveiro para o profissionalismo e garante o futuro desportivo de Angola. Os Jogos Nacionais Escolares realizados na província do Namibe, entre os dias 23 e 30 de Agosto, demonstraram a sua importância e os participantes fortaleceram laços de amizade, união, solidariedade, paixão e confraternizaram.
O Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, na cerimónia de abertura dos Jogos Nacionais Escolares, assumiu que o Executivo tem a responsabilidade de criar condições para que os cidadãos tenham acesso à Educação e ao Desporto.
Fernando da Piedade Dias dos Santos considerou que a prática desportiva nas escolas deve servir para melhorar a qualidade do ensino e de aprendizagem. Acrescentou que o desporto escolar promove estilos de vida saudáveis que contribuem para a formação equilibrada de crianças e jovens.
"O projecto do desporto escolar deve integrar, de forma articulada, os objectivos gerais específicos do plano de actividades das escolas. Proporciona momentos culturais, de festa e de expressão colectiva, essenciais para a integração social e cultural, que a educação física e o desporto proporcionam", disse o Vice-Presidente da República.
Os Jogos Nacionais Escolares decorreram sob o lema "Criança: prioridade absoluta no desenvolvimento do desporto escolar" e servem de lançamento para o desenvolvimento do desporto federado, descobrindo valores que garantam o futuro desportivo de Angola.
Os jogos foram organizados pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Juventude e Desportos.


Instalações desportivas

A governadora do Namibe, Cândida Celeste, considerou que todas as equipas venceram porque nos jogos escolares triunfou o fair-play.
Os jogos permitiram novas vivências, desafios e metas, permitem aumentar a assiduidade dos alunos e o desempenho académico, o que os torna mais felizes, referiu a governadora. "Através da prática do desporto escolar os alunos melhoram a aptidão física e fisiológica, desenvolvem a força e a flexibilidade, combatem o sedentarismo e proporciona uma melhor formação desportiva e do desporto de alto rendimento, e com ela coexiste a prevenção da saúde pública".
Cândida Celeste pediu aos governos provinciais a construção e restauração das infra-estruturas desportivas. "Recomendo aos encarregados de educação que não se esqueçam de dizer aos filhos que fazer desporto é uma opção saudável e uma excelente forma de ocupar os tempos livres, mas o mais importante é estudar", disse Cândida Celeste.

Trabalhar na base

A vice-ministra da Educação para a área social, ensino geral e especial, Ana Paula Inês, disse que o Executivo está preocupado em fazer o desporto angolano atingir níveis elevados: "por isso, estamos a trabalhar primeiro na base para depois chegarmos ao desporto federado". Ana Paula Inês considera o desporto escolar uma representação da unidade nacional. Referiu que é uma mais valia para todos porque "o desporto é amor, amizade, solidariedade, paixão, confraternização, unidade e aquilo a que chamamos de inclusão para a diferença". A vice-ministra acrescentou que os Jogos Nacionais Escolares vão desenvolver o desporto e permitem descobrir atletas para o futuro do desporto federado em Angola.O Executivo criou uma comissão, integrada por responsáveis das escolas e dos Governos Provinciais, para promover a educação física e desporto nas escolas do ensino primário e secundário do país.
 Entre outras actividades, a comissão deve avaliar a situação real do desporto escolar, desde infra-estruturas à formação para a prática do desporto.

Atletas promissores

Considerados pelos jornalistas e treinadores como os melhores jogadores do torneio, Vissi Manuel, de 16 anos, capitão da equipa de futebol do Cunene, joga na posição de médio central. Demonstrou que no futuro pode fazer parte da Selecção Nacional de Futebol, pela sua capacidade de organização e distribuição de jogo.Vissi Manuel começou a dar os primeiros passos no futebol aos quatro anos, na escola do núcleo do Petro do Cunene. Actualmente representa a equipa do Jorge Chimuanda (JM), jogando nas equipas de juvenis e juniores.
"O meu sonho é ser um grande jogador profissional de futebol, sempre gostei de jogar futebol, na nossa província o desporto nas escolas tem sido frequente, os professores ensinam muito bem, um pormenor que faz do nosso conjunto uma equipa bem estruturada e muito forte", disse Vissi. Adérito Domingos, de 15 anos, é ponta de lança numa equipa do Cunene e contou à nossa reportagem as dificuldades que teve para começar a praticar futebol.
"A comuna onde vivia, era muito distante do centro da cidade, passei a minha infância a jogar futebol no capim e em cima das plantações, porque vivia numa zona de mato, só com dez anos é que comecei a praticar futebol numa escola já com melhores condições".
O atleta é considerado pelo treinador e colegas como melhor jogador da equipa GM do Cunene.
Nos Jogos Escolares, Adérito foi o segundo melhor marcador com sete golos. O melhor foi Hendrick do Bié, com nove golos. "Apelo aos nossos dirigentes para prestarem mais atenção e investirem no futebol do Cunene, porque existem muitos talentos escondidos que no futuro podem dar o seu contributo à Selecção Nacional", disse Adérito.
A atleta de andebol Cláudia dos Santos falou em nome dos participantes nos Jogos Nacionais Escolares. Agradeceu o apoio do Governo do Namibe: "estamos felizes com o apoio prestado pelo Governo Provincial e gostávamos que os jogos escolares continuassem e que nos próximos anos se tornem cada vez melhores. Aos professores, técnicos e à organização endereçamos as nossas saudações e o nosso muito obrigado".

Cerimónia de encerramento

Na cerimónia de encerramento foram entregues os prémios. A equipa galardoada com o prémio "fair-play foi a selecção da Lunda-Sul. A selecção com mais medalhas de ouro foi a de Luanda, com três títulos, nas modalidades de basquetebol e voleibol em femininos e masculinos.
A província da Huíla vem a seguir com duas medalhas, nas modalidades de Futebol e Basquetebol em femininos. As equipas de Benguela e de Cabinda receberam uma medalha de ouro cada, no andebol masculino e feminino.
Na modalidade de Atletismo, a província do Kwanza-Sul foi a mais premiada, arrebatando dez medalhas de ouro nas categorias de prova de pista, corta mato convencional e corta mato adaptado. As equipas do Namibe e Cabinda conquistaram quatro medalhas cada, a equipa do Moxico ganhou três e a do Bengo duas.
O melhor jogador e marcador da prova foi o atleta Hendrick Vaal Tchingo da província do Bié, com nove golos, seguido de Adérito do Cunene com sete golos marcados.
A cerimónia de encerramento dos Jogos Nacionais Escolares foi marcada por um ambiente de festa, com a presença de quadros humanos, ginástica rítmica e acrobática, muita música e dança.
Os Jogos Nacionais Escolares começaram no dia 23 de Agosto e terminaram a 30. A cerimónia de abertura teve a presença do Vice-Presidente da República de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos.

Balanço positivo

O Coordenador técnico dos Jogos Nacionais Escolares, Pedro Agostinho, fez um balanço positivo do torneio, enaltecendo o aumento do nível e da qualidade competitiva dos participantes.
"Em comparação com a última edição realizada em Cabinda, podemos concluir que houve êxitos, porque algumas províncias melhoraram a sua forma competitiva, principalmente o Bié, que na modalidade de andebol sempre foi das piores, mas neste torneio mostrou outra qualidade", disse.
O coordenador demonstrou confiança que este torneio vai fazer despontar novos talentos no futebol, andebol, basquetebol e voleibol, em ambos os sexos, por meio do incentivo à prática desportiva nas escolas das 18 províncias.
Pedro Agostinho elogiou o desempenho das províncias na luta pela massificação do desporto. A realização da prova permitiu descobrir talentos com veia competitiva e que precisam de bom acompanhamento para posterior encaminhamento ao desporto federado.
"É importante a existência permanente de olheiros nestas actividades para acompanhar os estudantes que se destacam nos jogos escolares. No futebol, por exemplo, o Cunene deixou impressionada a coordenação técnica, pois apresentou uma equipa bem estruturada e com talentos. Também houve evolução no voleibol feminino do Bié e uma ligeira regressão da Huíla", referiu.
Participam nos Jogos Nacionais Escolares representantes das 18 províncias, totalizando 1.029 estudantes, com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos. Os jogos contaram com 895 atletas, sendo 363 femininos e 532 masculinos, 18 chefes de delegações, e 87 professores e treinadores.
As modalidades disputadas são atletismo convencional e adaptado, basquetebol, futebol, andebol e voleibol. A maior delegação foi a do Namibe com 106 atletas, a seguir as províncias de Luanda com 103 e do Huambo com 96.