Luanda – As actividades em torno do controlo e tratamentos de pacientes que padecem de doenças mentais, enquadradas no VII Congresso da Associação de Saúde Mental de Língua Portuguesa dominaram o noticiário social da semana, na Angop.
Na ocasião a presidente da Associação da Saúde Mental, Rosel Salomão informou que os problemas de saúde mental, ao nível da Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP), seguem um padrão idêntico, excepto as patologias associadas ao stress traumático causado pela guerra e outras endemias de grandes catástrofes.
Para a médica, actualmente se verifica um aumento de doenças associadas ao consumo de substâncias tóxicas, relativamente ao álcool e as drogas, situação que tem causado o aumento de doenças mentais nos vários estados membros.
De nacionalidade moçambicana, Rosel Salomão, disse que os especialistas da CMPL continuam a trabalhar para que os problemas de saúde mental que estão, não só associados à guerra, mas também às situações sociais e económicas e o consumo de substâncias prejudiciais à saúde humana sejam reduzidos no seio dos povos, sobretudo dos mais jovens.
Ainda neste âmbito, a directora provincial de Saúde de Luanda, Isabel Massocolo, exortou a sociedade, em especial as famílias, a prestar maior atenção aos doentes mentais e a contribuírem na sua recuperação e inserção social.
Para Isabel Massocolo, a realidade mental em Angola é preocupante, daí a realização do congresso da Associação de Saúde Mental da Língua Portuguesa para, de facto, se discutir algumas estratégias e trocar experiências.
Segundo a directora, esta é uma oportunidade de se trocar experiências e para dar maior atenção a estes pacientes, que, uma vez recuperados, podem contribuir para o desenvolvimento de Angola.
Segundo dados sobre a doença os principais casos de transtornos mentais na juventude que chegam ao Hospital Psiquiátrico de Luanda se devem ao uso de substâncias psico-activas, como as bebidas alcoólicas e outros tipos de drogas.
As causas dos transtornos psíquicos na juventude, referem os dados médicos, são o consumo das drogas acima referidas, quando consumidas exageradamente, são prejudiciais à saúde, podendo-se repercutir na estrutura familiar e no desenvolvimento socioeconómico do país.
Neste contexto a Rede de Educação Médica de Língua Portuguesa, uma iniciativa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Portugal, foi oficializada durante o V congresso da comunidade médica da CPLP.
A rede já em funcionamento desde 2005, entre outros objectivos, visa melhorar os índices de indicadores da educação médica em todos os países da comunidade e vai funcionar do ponto de vista físico de forma virtual.
Associado a isso, a Ordem dos Médicos Angolanos vai criar uma base de dados a nível do centro de formação médica que permitirá aos profissionais de saúde acederem a vaga de especialidades em todos os estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Constituiu também destaque da semana finda do noticiário da Angop as actividades realizadas pela Associação dos Repórteres de Imagem de Angola (Aria), tendo na ocasião o seu presidente José Cola, aconselhado os profissionais da área a dominar os aparelhos que usam, bem como os softwares neles existentes por formas a prestar serviços jornalísticos de qualidade.
O presidente da Aria acrescentou que o repórter fotográfico não deve só reportar a actividade em si, mas toda natureza envolvente do mesmo, factor só alcançável se os fotógrafos dominarem todas as novas tecnologias de comunicação e informação.
Ainda neste Workshop foi aconselhado aos fotógrafos das empresas de comunicação social públicas e privadas e amadores a primarem pela necessidade de maior valorização da profissão, por meio do respeito e mais incentivos de trabalho.
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