sábado, 13 de agosto de 2011

Fotos do corredor do Kwanza patentes na II Feira do Dondo

Dondo – A exposição de um conjunto de fotos denominada “Corredor do Kwanza: Memoria e História de Muxima, Massangano, Cambambe e Dondo ”, patente na II Feira do Dondo, no município de Cambambe, província do Kwanza Norte, visa mostrar ao público presente os sítios históricos desta região.


Organizada pelo Arquivo Nacional de Angola, segundo o catálogo da mostra, as imagens ressaltam os sítios onde os agentes económicos da época (século XVI) faziam paragens, para as suas operações comerciais.


O documento refere-se da reconstituição dos roteiros fluviais e terrestres das caravanas comerciais que visitavam as localidades da Muxima, Massangano, Cambambe e Dondo desde o século XVI.


“A exposição vem concretizar o lançamento oficial de um projecto que tem como objectivo chamar atenção das autoridades competentes, no sentido de inscrever o corredor do Kwanza na lista do património mundial da Unesco”, aponta-se.


O corredor do Kwanza foi no passado uma região que simbolizou o intercâmbio cultural, económico e social.


O nome Muxima deriva, de acordo com os dados históricos disponibilizados, do soberano Muxima Kita Mbonje (ou Muxima Ua Ngombe) que reinava na altura do contacto com os portugueses.


Massangano, na língua Kimbundo, segundo Cordeiro da Mata, significa confluência, ponto de encontro entre os rios Lucala e Kwanza.


Cambambe foi denominada pelos portugueses entre 1603-1604, após renhidos combates. A sua capital, o antigo Conselho do Dondo, teve uma grande importância comercial para o que muito contribuiu à navegação a vapor no Kwanza, empreendida em 1869.


Assim, a vila histórica do Dondo, já era conhecida pelos portugueses desde o século XVII, pois já se fazia a Feira do Dondo entre 1623 e 1625. Dondo assumiu um papel crucial depois de 1825 com o desenvolvimento do comércio.


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