sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Presidência angolana da SADC vai promover conferência sobre infra-estruturas na região

A ministra do Planeamento afirmou que Angola vai organizar a conferência por considerar que o desenvolvimento das infra-estruturas na região é um elemento fundamental para a integração económica.
Da Redação, com Angop
Luanda - A presidência angolana da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai promover uma conferência sobre investimentos em infra-estruturas na região, anunciou, quinta-feira (11), a ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço.

Numa entrevista a Rádio Nacional de Angola (RNA), a governante afirmou que Angola vai organizar a conferência por considerar que o desenvolvimento das infra-estruturas na região é um elemento fundamental para a integração económica.

Angola assume a presidência da SADC na Cimeira de Chefes de Estados e de Governo a realizar-se de 17 a 18 deste mês, em Luanda, sob o lema “ Consolidar as bases da integração regional: Desenvolvimento das infra-estruturas para facilitar as trocas comerciais e a liberalização económica”.

Informou que deverão ser abordadas também questões ligadas aos estudos de projectos de criação de corredores de desenvolvimento, como os do Lobito e da Beira. Disse que serão igualmente discutidas a questão dos transportes ferroviárias e rodoviárias e o desenvolvimento de portos.

Para a ministra, é importante o desenvolvimento das infra-estruturas para dar sustentabilidade ao processo de integração regional. Os conferencistas deverão também abordar os vários projectos nos domínios energéticos, águas, telecomunicações, dos transportes, e a criação de corredores de desenvolvimento na região.

A ministra realçou que a questão da energia vai ser preocupação na agenda da presidência de Angola uma vez que a região tem um défice de cerca de 325 mega watts.

Ana Dias Lourenço, que destacou a abundância de recursos hídricos na região, disse ser preciso melhorar a segurança energética, indispensável ao desenvolvimento.

Quantos aos indicadores económicos, respondeu que a meta de convergência, prevista para até 2012, em termos de inflação era de 5%, quando a média, em 2009, foi de 11,7.

Angola, República Democrática do Congo, Moçambique e Tanzânia são os países que registaram inflação de dois dígitos e os restantes apenas de um, o que indicia, como aferiu, que estamos no bom caminho para o cumprimento das metas de convergência económica.

A ministra salientou que o défice fiscal regional em termos de meta deve rondar os 3%, neste momento estima-se 3,9 % em 2010, registando uma melhoria em relação a 2009 que foi de 4,9%.

Com relação à dívida pública, cuja meta é 60 % do PIB, pode-se dizer que estamos num bom caminho porquanto a divida pública em média na região, de 2009 para 2010, reduziu 36,7%.

Para a ministra do Planeamento, os números indicam que estamos no bom caminho do cumprimento das metas de convergência macroeconómica, mas ainda temos o grande desafio de erradicação da pobreza e da fome.

Aludiu aos programas da SADC, no domínio do desenvolvimento humano e social, que visam a redução da pobreza, na região e no continente, bem como de programas de segurança alimentar que têm permitido aumentar a produção de cereais em alguns países.

Apontou o contínuo combate e prevenção do HIV/SIDA como outra das prioridades da organização.

Quanto à livre circulação de pessoas e bens na região, sublinhou que pode ser tratada a nível bilateral, de acordo com os interesses dos estados membros.

Ana Dias Lourenço disse também que a introdução do “univisa” (visto único para os países da região) está ainda a ser amadurecida, tendo transitado da discussão dos ministros dos turismos para o Órgão de Política de Defesa e Segurança.