terça-feira, 16 de agosto de 2011

Malanje
Ministra do Ambiente pede apoio para sobrevivência da Palanca Negra Gigante


Malange- A ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, pediu hoje, terça-feira, apoio à população de Malanje, especialmente às autoridades tradicionais, no sentido de reforçarem a vigilância e denunciarem aqueles que atentam contra as espécies da Palanca Negra Gigante localizada nas reservas de Cangandala e Luando.
 
Fátima Jardim, que falava na cerimónia de lançamento da 2ª fase da operação de capturas  da Palanca Negra Gigante,  manifestou a sua preocupação com relação aos perigos de extinção devido à caça furtiva, sobretudo aquelas que estão na reserva do Luando.
 
“A população de Malanje deve continuar a colaborar e representar o povo angolano no que diz respeito à sua preservação”, solicitou a responsável.
 
A educação ambiental, para a ministra, é uma componente que deve ser sempre tida em conta junto das comunidades para que estas saibam o quanto é necessário e importante preservar a fauna e flora angolano, especialmente o símbolo nacional que é a Palanca Negra.
 
Dirigindo-se às autoridades tradicionais, a governante disse que estas exercem um papel primordial na educação da população no que diz respeito à  preservação e conservação do meio ambiente.
 
Quanto à protecção da Palanca Negra, Fátima Jardim disse que tudo será feito para que esta espécie volte a reproduzir-se e se possível atingir números satisfatórios.
 
“Todos nós, parceiros e sociedade civil vamos trabalhar para que a nossa Palanca Negra Gigante, um emblema raro, seja sempre protegida e se multiplique de forma satisfatória no seu habitat natural”, garantiu Fátima Jardim.
 
A cerimónia de lançamento desta fase contou com a presença do director-geral da Esso, Stéhane de Mahieu, quadros da Total E&P Angola, do vice-ministros do Ambiente, Syanga Abilio, representantes do Comando da Força Aérea Nacional, da Endiama, da Universidade Agostinho Neto e técnicos de vários sectores   e convidados.
 
A mesma decorreu no município de Cangandala, a 30 quilómetros  a leste da cidade de Malanje. No santuário criado no Parque de Cangandala são contabilizados 19 palancas, dos quais três crias.