segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Kwanza Norte - OMA aposta na redução da mortalidade materno-infantil

Ndalatando - A secretária geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Luzia Inglês Van-Dúnem, manifestou domingo, em Ndalatando (Kwanza Norte) a intenção da organização em continuar a cooperar com o Governo na redução da mortalidade materno-infantil em todo país.
 
Ao intervir no acto central nacional alusivo ao 31 de Julho, Dia da Mulher Africana, que decorreu em Ndalatando, Luzia Inglês disse que a OMA tem a sua aposta direccionada na capacitação de mulheres de várias franjas da sociedade com acções baseadas na educação para a saúde, sensibilização sobre os perigos dos casamentos precoces, as consequências das práticas culturais nocivas e na redução da mortalidade materno infantil em Angola.
 
A responsável garantiu igualmente que a organização vai realizar um trabalho educativo com o objectivo de identificar e discutir as circunstâncias em que ocorrem as mortes materna e infantil no país, propondo estratégias que visem a melhoria da qualidade da assistência médica e acesso aos serviços primários de saúde.
 
Luzia Inglês afirmou que a morte materna e infantil não deverá constituir apenas uma tragédia pessoal, mas um problema com impacto substancial na força activa da nação, onde todos os cidadãos deverão trabalhar para que nenhuma mulher pereça no acto do parto ou que nenhuma criança seja infectada com o vírus do VIH/Sida durante o nascimento.
 
De acordo com a secretária geral da OMA, a prevenção do VIH/Sida consta igualmente das estratégias de saúde adoptadas pela organização em colaboração com o Governo, sobretudo no âmbito do programa de municipalização dos serviços de saúde.
 
O Dia da Mulher Africana foi instituído a 31 de Julho de 1962 por ocasião da primeira Conferência de Mulheres Africanas em Dar-Es-Salaam, capital da Tanzânia, promovida por 14 países e oito Movimentos de Libertação Nacional.
 
A efeméride foi marcada com a criação da Organização Panafricana das Mulheres com o objectivo de discutir o papel da mulher na reconstrução de África, no combate à propagação da VIH/Sida, na educação e na garantia da paz, na promoção da democracia e equilíbrio no género.