segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A colunista Cássia D’Aquino participou de um projeto de educação financeira em Angola e contou um pouco sobre a experiência.
Angola é um país que está sendo reconstruído após 30 anos de guerra civil e onde 9 em cada 10 habitantes não têm acesso ao sistema financeiro.
A população encontrou uma maneira de ter acesso ao pequeno crédito: eles têm um sistema de poupança em grupo, que ajuda o pequeno comerciante a conseguir capital para o seu negócio.
O Banco Nacional de Angola – banco central daquele país-, interessado em incrementar a bancarização da população e em estimular a formação de poupança, criou um Programa Nacional de Educação Financeira, que tem o apoio técnico da USAID, United States Agency for International Development.
Cássia D’Aquino é consultora da USAID, cuja campanha foi lançada no dia 9 de julho. “Minha função durante essa visita foi criar indicadores de sucesso para o programa; realizar pesquisas de campo para verificar a eficácia da campanha junto a população, além de sugerir os próximos passos”, disse a colunista.
E o próximo passo será no retorno de Cássia D’Aquino a Luanda, para multiplicar o programa junto aos bancos e instituições publicas e privadas.
Todo esse trabalho é parte do esforço de reconstrução do país que atravessou 30 anos de guerra civil. “Em paz desde 2002, é tempo de criar condições para o surgimento de uma classe média que ajude a mitigar os extremos de renda que caracterizam Angola. Educação financeira tem tudo a ver com isso. Afinal, preocupa que, de um lado, uma fatia mínima da população usufrua a imensa riqueza advinda da extração do petróleo e diamantes. Enquanto isso, de outro lado, a larga maioria da população vive em condições de absoluta miséria. Para que a paz em Angola perdure, e a guerra civil não retorne é fundamental amenizar esse fosso social. Dai o trabalho com a USAID”, contou.