domingo, 7 de agosto de 2011

Cidadãos cabo-verdianos querem política de continuidade

Luanda - Os cidadãos cabo-verdianos residentes no município da Samba, Luanda, foram hoje (domingo) unânimes em afirmar que o presidente a ser eleito deve privilegiar a continuidade de uma política que atraia os investimentos para o desenvolvimento equilibrado do país.

Arlindo Costa residente em Angola, há cinco anos, por questões profissionais e familiares disse à Angop, que desde a proclamação da independência, o país cresceu em termos de investimentos e recursos humanos,  resultado da experiência política dos sucessivos governantes cabo-verdianos.

"Tem se feito fortes e equilibrados investimentos, em quase todas as áreas sociais" de Cabo Verde, reconheceu.

Sublinhou que a criação de universidades públicas e privadas no sistema de Educação cabo-verdiano é também um reflexo dessa fase de desenvolvimento do arquipélago que tem incidido na estabilidade e crescimento sócio-económico do seu país.

João Mascarenhas, agricultor e residente, em Luanda há cinco anos, salientou que o sucessor de Pedro Pires deve aconselhar o governo trilhar para uma política de desenvolvimento da agricultura e a construção de infra-estruturas.

João Pinto Araújo, que votar no município da Samba, realçou que "muito tem sido feito para melhorar os serviços de saúde que ainda acarretam algumas dificuldades" em Cabo Verde.

Acrescentou que espera o novo chefe de Estado deve trabalhar com o governo, para que se solucione as questões na área de saúde.

O eleitor Francisco Brito sustentou que, apesar de viver em Angola há 25 anos, deseja que se construa as infra-estruturas, com realce para a construção de pontes e estradas.

Para as presidenciais de Cabo-Verde concorrem quatro candidatos, nomeadamente, Manuel Inocêncio de Sousa, que conta com apoio do PAICV, os independentes Aristides Lima e Joaquim Jaime Monteiro, bem como Jorge Carlos Fonseca, apoiado pelo MpD.

Foram criadas mil e 140 mesas de votos, 899 em Cabo-Verde e 241 no estrangeiro, nas quais poderão votar 305.349 eleitores, sendo 268.379 no território cabo-verdiano e 36.970 na diáspora.