quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Angola/Bélgica - Embaixadora angolana aponta caminhos para valorização da mulher


Angop
Embaixadora de Angola na Bélgica, Elizabeth Simbrão
Embaixadora de Angola na Bélgica, Elizabeth Simbrão

Bruxelas - A embaixadora de Angola na Bélgica, Elizabeth Simbrão, apontou os actuais índices de educação, emprego e empresariado feminino como sinónimo de integração da mulher no sector produtivo e vias eficazes para a redução da pobreza, visando uma maior autonomia para esta franja da sociedade.
Intervindo num evento comemorativo do Dia da Mulher Africana realizado sábado na sede da Administração comunal de Bruxelas, a diplomata disse que embora tenha havido progressos, tanto a nível continental como regional e nacional, o Dia da Mulher Africana serve para lembrar que a luta por oportunidades iguais ainda está longe de terminar.
"Combate está longe de terminar, pois apesar das declarações de boas intenções e das novas leis que têm em conta a condição da mulher, as tradições e costumes arcaicos continuam bem enraizados nas sociedades tradicionais, onde um homem é sempre mais valorizado que a mulher".
Para Elizabeth Simbrão, esta comemoração evoca a vontade das Mulheres Africanas de se reunirem em torno de uma organização continental na qual estariam legitimamente representadas a nível internacional.
Em relação ao tema escolhido para este ano sobre a redução da mortalidade materno-infantil e a luta contra o VHI-Sida, a embaixadora disse que "África precisa de um maior número de acções no domínio da saúde, tendo em conta a forte prevalência de doenças transmissíveis como a Sida, a tuberculose e o paludismo, que afectam particularmente mulheres, jovens e crianças”.
"Promover a saúde e o bem-estar das mulheres e das crianças é contribuir para o progresso, a prosperidade e para uma sociedade mais justa e equitativa" - disse Elizabeth Simbrão, sublinhando que os governos devem tomar medidas para o reforço dos sistemas sanitários, desenvolvendo serviços de saúde acessíveis a um maior número de pessoas, tornando-os gratuitos para as camadas mais vulneráveis da população.
Durante o acto a diplomata angolana foi convidada a fazer a entrega o "Prémio da Acção Feminina" à Senhora Florence Edith Essam, dos Camarões, pela sua acção particularmente importante e determinante em prol da mulher.
Foi igualmente distinguida com o Prémio "Participação para a Cidadania" a Senhora Josefina Lando, pelo trabalho que pela Associação das Mulheres Angolanas na Bélgica desenvolve junto das famílias angolanas, estando particularmente atenta aos problemas das mulheres, prestando-lhes apoio social e psicológico.
A Union des Femmes Africaines (UFA) organiza anualmente o Prémio da Acção Feminina para estimular as iniciativas desenvolvidas a favor das mulheres.
A 31 de Julho de 1962, em Dar-es-Salam, na Tanzânia, aquando da Assembleia Constitutiva, foi criada a Conferência das Mulheres Africanas, transformando-se mais tarde, em 1974 na Organização Panafricana das Mulheres, que tem a sua sede em Luanda desde 1988, ocupando Angola actualmente a vice-presidência rotativa pela região Austral do continente.

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