África Austral
Reunião de Conselho de Ministros da SADC marcada sem ausências
Luanda - A excepção da Zâmbia e Ilhas Seychelles, que se fazem representar pelos respectivos embaixadores em Angola, os demais estados membros participam com os titulares de cargos ministeriais na reunião de Conselho de Ministros que prepara a XXXI Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC, que Luanda alberga de 17 a 18 deste mês.
O primeiro dia de actividades registou um movimento frenético de entidades governamentais e diplomáticas de pelo menos 14 estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), já que o 15º membro (Madagáscar) está suspenso da organização por razoes óbvias.
O dia de hoje esteve reservado a apresentação do relatório-balanço da presidência cessante (Namíbia), análise e discussão sobre a integração económica regional, livre circulação de pessoas e bens, bem como aspectos que tem que ver com o desenvolvimento da própria comunidade.
A receber o testemunho da República da Namíbia, Angola assumiu a presidência do Conselho de Ministros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
A ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, substitui o ministro do Comércio e Indústria da Namíbia, Hage C. Geisgob.
Mas não foi só este o motivo de tanta ‘azáfama’ no Centro de Convenções de Talatona, à capital angolana, para lá acorreram também os especialistas de Defesa e Segurança da organização, que discutiram questões atinentes a pirataria, segurança marítima, exportação de menores, entre outros assuntos não menos importantes que preocupam os estados-membros.
Desde já, importa referir que, foi consensual da parte dos participantes à reunião do comité ministerial do Órgão de Politica, Defesa e Segurança, a necessidade de dinamizar estratégias para o reforço do controlo territorial, com vista a dissuadir práticas menos abonatórias que põe em causa a soberania dos estados e a segurança de seus habitantes.
Angola, que assumirá a coordenação do comité, recebeu garantias dos seus parceiros em conjugarem sinergias e inteligências em torno destas questões, pois é preocupação de todas as nações integrantes da comunidade ver seus territórios invioláveis e seguros.
As questões discutidas serão convertidas em documentos a serem submetidos à Cimeira de Chefes de Estados e de Governo, a decorrer Quarta e Quinta-feira, na capital angolana, Luanda.
Ainda hoje o Conselho de Ministro da SADC analisou o orçamento da organização, tendo concluído que o mesmo (orçamento) depende de doações internacionais.
No encontro se verificou que grande parte dos recursos financeiros disponíveis para implementar os programas da SADC advém de doações internacionais. Para ultrapassar este quadro o secretariado da organização orientou a apresentação nas próximas sessões de uma estratégia de redução da dependência orçamental e outra de diversificação de parceiro de cooperação.
Por Angola, estiveram no Centro de Conversores de Talatona, os ministros das Relações Exteriores, Georges Chikoti, do Planeamento, Ana Dias Lourenço, do Comércio, Idalina Valente, dos Transportes, Augusto Tomás, da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Policarpo, do Ambiente, Fátima Jardim, da Defesa, Cândido Van- Dúnem, da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Canga, bem como altos oficiais da polícia nacional e das forças armadas.
Estes representantes de Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo, Lesotho, Malawi, Ilhas Maurícias e Seycheles, Moçambique, Namíbia, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.
A XXXI Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC decorrera sob o lema "Consolidar as bases de integração regional, desenvolvimento das infra-estruturas para facilitar as trocas comerciais e a liberalização económica".