domingo, 24 de julho de 2011

Moçambique
Empresários brasileiros consideram "excelente" lei sobre subcontratação de empresas locais




Bandeira de Moçambique
Bandeira de Moçambique

Maputo - Empresários brasileiros consideraram hoje (quinta-feira) "excelente" a pretensão do Governo moçambicano de introduzir uma lei que obrigue empresas estrangeiras de construção civil a subcontratar empresas de Moçambique, afirmando que "a parceria é muito boa, porque permite conhecer o mercado".

Recentemente, o ministro das Obras Públicas e Habitação de Moçambique, Cadmiel Muthemba, disse a empreiteiros da cidade da Beira que o executivo tem planos de definir uma quota de 15 a 20 porcento de adjudicações nos contratos.
Questionado hoje sobre o assunto, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Rondônia, no Brasil, Renato Lima, disse à Lusa que a ideia é "excelente", aliás, "a parceria é muito boa, porque permite que (o empresário estrangeiro) pegue quem conhece o mercado local".

Também Osvaldo Rosalino, presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica do Estado de Rondônia, considerou "muito bom" o projecto das autoridades moçambicanas, em declarações à Lusa à margem de um seminário em Maputo, realizado pela Câmara do Comércio Moçambique-Brasil.
O encontro de hoje destinava-se ao estabelecimento de novas parcerias entre empresários moçambicanos e 35 empresas dos Estados de Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo.
A missão empresarial brasileira é chefiada por um senador do Partido Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), coligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), da Presidente Dilma Rousseff. 

Em declarações à Lusa, o senador do Estado de Rondônia Valdir Raupp considerou importante a parceria entre os dois países, assinalando que "uma das coisas que pode atrair o investimento brasileiro é a estrutura portuária, ferroviária, rodoviária e a energia eléctrica". 
Por isso, disse, "cabe às autoridades moçambicanas criar agregação de valores na industrialização. Moçambique é um país novo.

Está a viver bom momento da sua economia e as empresas brasileiras estão atraídas por estes factores, nomeadamente a qualidade de matérias-primas".
O representante do Governo brasileiro lembrou que "hoje a balança comercial entre os dois países é fortemente favorável ao Brasil, mas há uma tendência de Moçambique inverter este processo de ficar com uma balança com superavit em termos de investimento". 

"Em dois ou três anos esta inversão será feita, por isso é importante que os empresários brasileiros comecem a descobrir nichos de mercado em Moçambique para começar a vender mais para cá, porque a balança vai inverter fortemente a favor de Moçambique. Não tenho nenhuma dúvida disso", afirmou.
A missão brasileira é composta por empresários dos Estados de Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

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