domingo, 24 de julho de 2011

Angola -Lobby empresarial brasileiro avança para Angola

O Lide Internacional está sediado no Brasil, onde reúne no seu seio cerca de 47 porcento do Produto Interno Bruto (PIB) privado local, e é atualmente presidido por Luiz Fernando Fúrlan.
Da Redação, com Panapress
Luanda - Angola foi escolhida como sede da primeira representação em África da organização “Lide Internacional”, uma agremiação de personalidades do mundo empresarial concebida para promover o debate de ideias e as parcerias internas e externas nos diferentes domínios do setor privado.
Com esta decisão, explicou a fonte, o Grupo Lide (Líderes Empresariais) pretende fazer de Angola a sua “porta de entrada” em África à semelhança do que representa hoje Portugal para a Europa, onde a organização está instalada desde 1 de julho corrente no quadro do seu projeto de expansão.
A representação portuguesa do Grupo, Lide Portugal, foi assim encarregue de conduzir o projeto para a abertura da filial angolana, tendo já enviado para Luanda uma delegação para finalizar os preparativos para o seu lançamento oficial, ainda este ano, sob a designação de Lide Angola.

De acordo com o empresário português Miguel Henrique, um dos responsáveis do Lide Portugal que integra a comitiva presente na capital angolana, tudo está a ser feito para que o Lide Angola seja apresentado oficialmente até 15 de dezembro de 2011 para o seu arranque efetivo em 2012.
“Toda a orgânica logística, humana e jurídica está em curso por forma a que as metas temporais sejam cumpridas”, indicou Henrique.
Segundo ele, os trabalhos para a montagem do Lide Angola começaram em fevereiro de 2011, e já está escolhido o seu presidente executivo, que já iniciou as suas atividades “em conjunto com outros empresários locais”.

Desde 15 de julho deste ano, explicou, foi concluída a lista dos pré-candidatos que deverão integrar o seu Comité de Gestão, que funciona como o “órgão pensador (think tank) máximo desta organização privada em cada país”.
Henrique não precisou a identidade das figuras convidadas para o projeto, mas garantiu tratar-se “quase exclusivamente” de empresários angolanos e empresas de direito angolano “de elevada referência e prestígio que cumpram os requisitos quantitativos e qualitativos que o Lide exige”.
O projeto prevê uma estrutura orgânica integrada por vários subcomités temáticos, nomeadamente para as áreas de Educação, Cultura, Mulher, Desporto, Juventude, Sustentabilidade e Energia, Agricultura, Turismo, Saúde e Solidariedade.

A notoriedade pública de alta reputação, um determinado volume de faturação anual, o respeito pelas regras de boa governação e ambientais bem como a oferta de programas de responsabilidade social são alguns dos requisitos de elegibilidade para integrar a rede do Grupo Lide.
O Lide Internacional está sediado no Brasil, onde reúne no seu seio cerca de 47 porcento do Produto Interno Bruto (PIB) privado local, e é atualmente presidido por Luiz Fernando Fúrlan, ex-ministro brasileiro do Comércio Exterior e Indústria do Governo do Presidente Lula da Silva.

Antes de Portugal, a organização instalou-se também na Argentina, em 2010, e prevê prosseguir a sua expansão até cobrir os quatro continentes do globo, devendo fixar-se nos próximos dois ou três anos em países como a China, a Índia, os Emirados Árabes Unidos e a Rússia, entre outros.
A escolha de Angola como pioneira africana do projeto explica-se pelo facto de os responsáveis da organização acreditarem que este país “poderá ser, a médio prazo em África, aquilo que o Brasil é hoje na América do Sul e no Mundo”, de acordo ainda com o empresário Miguel Henrique.
“Se a isso conjugarmos o fator da lusofonia, poderemos perceber a certeza da validade da escolha em fazer de Angola a plataforma central e porta de entrada das empresas-membros do Lide em África”, realçou.

O empresário realçou que a aposta da sua organização no país é “fortalecer o pensamento, o relacionamento e os princípios éticos da governança corporativa, fomentando o ‘networking’ nacional e internacional, com vista à criação de contactos que levem à abertura de parcerias criadoras de mais e melhor riqueza para as empresas e para os empresários angolanos”.
No seu entender, existe hoje em dia um grau de compreensão e ambição das empresas e dos empresários angolanos “de se expandirem e criarem as suas parcerias internacionais” e que o Lide aparece assim como “uma ferramenta que lhes proporciona isso com mercados atrativos”.
“No fundo, (o Lide Angola) será uma organização privada formada por líderes empresariais de corporações nacionais e internacionais, promovendo a integração entre empresas, organizações e entidades privadas, por meio de programas de debates, fóruns empresariais, atividades de conteúdo, iniciativas de apoio à sustentabilidade e responsabilidade social”, frisou.

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