Governo angolano pede aos cidadãos manifestações "educadas"
O secretário de Estado dos Direitos Humanos angolano, António Bento Bembe, pediu "educação" na forma como os cidadãos se manifestam, aludindo ao protesto de sábado, em Luanda, que terminou com a detenção de várias pessoas.
"Os cidadãos angolanos têm direitos plasmados na Constituição, mas é preciso que sejam educados, pois nem sempre a intenção é boa. É necessário saber os motivos que levam a aderir a um determinado acto", disse Bento Bembe, citado pela agência de notícias angolana Angop.
As declarações do secretário de Estado surgem, esta quinta-feira, dia em que 21 jovens que participaram na manifestação de sábado, contra o presidente José Eduardo dos Santos, serão presentes ao juiz pela segunda vez para julgamento sumário.
Bento Bembe também comentou a actuação das forças de segurança e atribui à Polícia Nacional o dever de garantir o respeito pelos direitos humanos.
"A Polícia Nacional, como primeiro defensor dos direitos humanos, deve saber educar a população para que aqueles não sejam violados", aconselhou, reforçando que " [a polícia] deve entender que quanto mais comportamento ético tiver ante as populações melhor será para o prestígio da corporação".
O governante lembrou o longo período de guerra do qual a Angola acabou de sair e defendeu a necessidade de se consolidar a paz. Para isso alertou para o fim das contestações que se fazem só porque "se viu, nos órgãos de comunicação social, acontecer em outros países".
As declarações do secretário de Estado surgem, esta quinta-feira, dia em que 21 jovens que participaram na manifestação de sábado, contra o presidente José Eduardo dos Santos, serão presentes ao juiz pela segunda vez para julgamento sumário.
Bento Bembe também comentou a actuação das forças de segurança e atribui à Polícia Nacional o dever de garantir o respeito pelos direitos humanos.
"A Polícia Nacional, como primeiro defensor dos direitos humanos, deve saber educar a população para que aqueles não sejam violados", aconselhou, reforçando que " [a polícia] deve entender que quanto mais comportamento ético tiver ante as populações melhor será para o prestígio da corporação".
O governante lembrou o longo período de guerra do qual a Angola acabou de sair e defendeu a necessidade de se consolidar a paz. Para isso alertou para o fim das contestações que se fazem só porque "se viu, nos órgãos de comunicação social, acontecer em outros países".
Um grupo de jovens realizou uma manifestação contra o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, no poder há 32 anos, que resultou na detenção e ferimento de alguns participantes. Alguns jornalistas que faziam a cobertura do protesto também foram agredidos.
Segundo a polícia, 24 pessoas foram detidas. Fontes próximas dos manifestantes apontam para 50 detidos e a associação Human Rights Watch denunciou, terça-feira passada, pelo menos 30 pessoas continuavam incontactáveis ou com paradeiro desconhecido.
jornal de noticias.pt
Segundo a polícia, 24 pessoas foram detidas. Fontes próximas dos manifestantes apontam para 50 detidos e a associação Human Rights Watch denunciou, terça-feira passada, pelo menos 30 pessoas continuavam incontactáveis ou com paradeiro desconhecido.
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