quarta-feira, 7 de setembro de 2011

D. Novatus Rugambwa pede colaboração dos cristãos para o engrandecimento da obra
Fotografia: Jornal de Angola

Núncio apostólico quer mais união para crescimento da Igreja Católica
O núncio apostólico em Angola, D. Novatus Rugambwa, solicitou na cidade de Ondjiva, província do Cunene, mais união entre a comunidade católica, com vista ao crescimento da Igreja e da sua doutrina.
O representante do Vaticano, que falava durante a cerimónia de ordenação de D. Dionísio Hisihilenapo, bispo da diocese do Namibe, disse que a comunidade e todos os fiéis devem trabalhar em conjunto para o engrandecimento da Igreja.
O líder religioso exortou a comunidade católica a apoiar o novo bispo para o cumprimento da missão que lhe foi confiada.
D. Novatus Rugambwa disse, na ocasião, que o mais importante é trabalhar com respeito e responsabilidades para unificar a Igreja Católica e fazer chegar a palavra de Deus a todas famílias.
O núncio apostólico pediu ao novo bispo para se manter fiel e que cuide da família com olhos de bom pastor que conhece as suas ovelhas. Sublinhou que a escolha de D. Dionísio Hisilenapo para bispo do Namibe se deve à sinceridade e generosidade que demonstrou durante a sua formação e trabalho pastoral como sacerdote junto da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST) e da diocese.
D. Novatus Rugambwa pediu ao novo bispo maior humildade e dedicação, para servir melhor a casa de Deus, tendo como foco o crescimento do evangelho, e levar a palavra de Deus a todas comunidades da província do Namibe.
“Um bispo é um servidor leal de Deus, que tem a missão de propiciar o crescimento da Igreja, levar boas novas a todos os fiéis para a comunhão e a harmonia no seio da comunidade angolana”, disse D. Novatus Rugambwa.


Bispo do Namibe

O novo bispo da diocese do Namibe foi nomeado pelo Papa Bento XVI, a 8 de Julho de 2011. Tem uma vida sacerdotal de mais de 25 anos e substitui no cargo o falecido bispo do Namibe, D. Mateus Feliciano Tomás.
Dom Dionísio Hisilenapo jurou cumprir e fazer cumprir as doutrinas imanadas pela Igreja Católica, com o intuito de levar a palavra de Deus a todos e ser um salvador fiel para a união da família católica.
Durante a ordenação, o novo bispo recebeu as insígnias pontificais, o anel, a insígnia da fidelidade e da união nupcial com a Igreja, que deve usá-lo sempre, o báculo, a cruz peitoral e o sinal de devoção a Cristo. Antes da sua nomeação, D. Dionísio Hisilenapo exerceu as funções de secretário da CEAST.

    Resgate de valores
 
O governador da província do Cunene, António Didalelwa, reafirmou em Ondjiva, a disposição do Governo Provincial em trabalhar com as igrejas, como parceiras sociais, no resgate dos valores morais e cívicos. O governador, que fez esta declaração na cerimónia de ordenação episcopal de D. Dionísio Hisilenapo, disse que a Igreja, como parceira do governo, tem desempenhado um papel fundamental no resgate dos valores morais e cívicos, com vista à moralização e pacificação da sociedade angolana.
O governador do Cunene disse que a Igreja Católica desempenha um papel de realce na garantia da saúde pública, educação integral e na preservação da herança cultural como património histórico. “A ordenação de um filho da terra a um dos níveis mais alto do ministério de Deus e do bispado constitui, para o governo local, uma honra e imensa gratidão”, disse António Didalelwa.
O governador do Cunene descreveu o acto como uma festa do povo de Deus e da comunidade, sublinhando que com a ordenação do D. Dionísio Hisilenapo, a província do Cunene demonstra o orgulho por mais um filho que se dedica internamente ao serviço do evangelho, contribuindo para a expansão da palavra de Cristo.
“O governo da província do Cunene junta-se à celebração para expressar a sua voz de júbilo, por este histórico acto, reafirmando a firme convicção de todos trabalharem para o bem comum”, frisou.
O governador  do Cunene exortou a coesão dos fiéis para que a missão do novo bispo seja coroada de êxitos, paixão e  graças.
 Testemunharam o acto, presidido pelo núncio apostólico, D. Novatus Rugambwa, o Presidente do Tribunal de Contas, Julião António, o ministro da Hotelaria e Turismo, Pedro Mutindi, a vice-minitra da Educação, Paula Inês Sacramento, da Reinserção Social, Ângelo Vietname, da Cultura Cornélio Caley, deputados do ciclo nacional e provincial, bispo e arcebispos oriundos das 18 províncias e da Namíbia.

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