domingo, 4 de setembro de 2011

Embaixador do Brasil em Moçambique quer mais comércio

Com o inicio das exportações da companhia mineira brasileira Vale, que explora carvão mineral na província central de Tete, a balança comercial passará a ser favorável a Moçambique.
Da Redação, com agência

Maputo – O embaixador brasileiro em Maputo, António de Sousa e Silva, apelou aos empresários do seu país a reforçarem as relações comerciais com Moçambique, de modo a equilibrar a balança comercial entre os dois países, informa a AIM.

Falando quinta-feira, em Ricatlha, a cerca de 20 quilómetros de Maputo, a capital do país, António de Sousa e Silva disse que a balança comercial entre o seu país e Moçambique ficará “altamente” deficitária (a favor de Moçambique) com o inicio das exportações de carvão mineral para aquele país latino-americano, a partir deste mês.

“Cabe aos empresários brasileiros trabalharem no sentido de, num futuro próximo, equilibrarem este deficit”, disse o diplomata, falando durante o seminário realizado por ocasião do Dia do Brasil, no âmbito da Feira Internacional de Maputo (FACIM) que decorre desde segunda-feira.

Em declarações à AIM, António de Sousa e Silva disse que com o inicio das exportações da companhia mineira brasileira Vale, que explora carvão mineral na província central de Tete, a balança comercial passará a ser favorável a Moçambique.

“Há três anos, Moçambique exportou 20 mil dólares para o Brasil e importou 100 milhões, mas depois quando fomos ver, cerca de 90 milhões de dólares correspondiam a compra de dois aviões novos da LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) … há quatro anos, Moçambique exportou 50 milhões de dólares, depois vimos que isso era uma compra excepcional de tabaco”, disse o diplomata, sublinhando que não há um fluxo permanente e crescente de comércio entre os dois países.

Com o inicio das exportações do carvão mineral da província de Tete, Moçambique poderá exportar, só em carvão para o Brasil, cerca de 150 milhões de dólares.

Para equilibrar a balança comercial dos dois países, a Embaixada do Brasil em Maputo convidou os empresários do seu país a procurarem oportunidades de negócios em Moçambique.

Este ano, apenas cerca de 20 empresas brasileiras participam na FACIM, contrariamente às 40 que estiveram na feira de 2010.

O embaixador brasileiro afirmou que o “temor” dos empresários do seu país deveu-se a incertezas em relação ao novo recinto da FACIM, infra-estruturas existentes, segurança, transportes, entre outras questões. As informações são da AIM.

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