Swazilândia festeja hoje Independência Nacional
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| Bandeira do Reino da Swazilândia | |
Angola press -nLuanda - O Reino da Swazilândia comemora hoje (terça-feira) o 43º aniversário da conquista, em 06 de Setembro de 1968, da independência do regime colonial britânico.
A origem do povo swazi data do século XVI e resultou de um grupo que, sob a hegemonia do clã Dlamini, se separou do conjunto de bantus que então migravam para o sul, ao longo da costa de Moçambique.
O grupo se fixou numa região entre Pongola e o rio Usutu. O rei Sobhuza I morreu em 1836 e acredita-se que o seu sucessor, Mswati II, deu seu próprio nome à tribo.
A expansão branca na região, porém, levou o rei a ceder as terras ao Norte do rio dos Crocodilos à República do Lydenburg, em 1846. Nessa época o rei Mswazi foi forçado a buscar ajuda britânica contra os zulus.
A partir de 1880, a penetração branca resultou em numerosas concentrações de terras, minérios, pastagens e até estradas de ferro e iluminação pública, facilitadas pelo rei Mbandzeni.
Em 1888, os swazis consentiram no estabelecimento de um governo local provisório, formado por representantes do governo britânico, sul-africano e swazi, mas em 1893 recusaram uma proposta para instituir ali uma administração sul-africana.
No ano seguinte, no entanto, foi assinado um acordo que estabelecia a administração sul-africana em anexação do território swazi.
Após a guerra dos Boeres e a instituição do controlo britânico sobre Transval em 1903, os swazis passaram a ser administrados pelo governador do Transval e, em 1906, pelo alto comissário britânico para a Basutolândia, Bechuanalândia e Swazilândia.
Os britânicos negaram, em 1949, o pedido de incorporação da Swazilândia pela União-Sul-Africana. Em 1963 promulgou-se na Swazilândia uma constituição que concedia aos swazis uma autonomia limitada.
Quatro anos depois foi proclamado o Reino da Swazilândia sob protecção britânica e, finalmente, em 6 de Setembro de 1968, o país conquistou a plena independência.
Na Swazilandia, a constituição de 1978 atribui o poder executivo e legislativo supremo ao rei, que é o chefe de Estado. Exerce o poder executivo um gabinete por ele nomeado e chefiado pelo primeiro-ministro.
O Parlamento limita-se a debater as propostas do Governo e a aconselhar o rei. O Parlamento compõe-se da Assembleia Nacional, composta de 65 membros (55 eleitos por voto directo e 10 nomeados pelo rei) e do Senado, composto de 30 membros (10 eleitos pela assembleia e 20 nomeados).
O Reino da Swazilândia cobre uma área de apenas 17,000 Km². Situado a Leste da África do Sul na ponta Sudoeste de Moçambique, é o país mais pequeno do Hemisfério Sul.
A sua população, segundo o recenseamento de Maio de 2007, é de um milhão e dezoito mil e 449 habitantes, dos quais 78 porcento viviam em zonas rurais.
A sociedade swazi é tradicionalmente polígama e os homens podem ter várias esposas desde que paguem o dote conhecido por lobola, que normalmente consiste na oferenda de cabeças de gado bovino aos pais da noiva. Contudo, a influência dos estilos e costumes ocidentais tornaram mais comuns os casamentos monógamos.
A agricultura de subsistência ocupa mais de 80% da população. A indústria conta com várias fábricas de agro-processamento. As exportações consistem em concentrado de sumos de frutas, açúcar, polpa de madeira, madeira, citrinos e algodão.
O desempenho económico do país depende de indústrias orientadas à exportação e, por isso mesmo, é influenciado pelas tendências globais, preços dos produtos, e fluxo de capitais e ajudas financeiras.
A economia swazi está intimamente ligada à economia da África do Sul, de onde provêm 90 porcento das suas importações, incluindo artigos de consumo e derivados de petróleo. A sua moeda, o Lilangeni, tem paridade com o rand sul-africano através do Acordo Monetário da Área do Rand.
A Swazilândia é membro/parceiro de um número de organizações regionais e internacionais e acordos comerciais, entre os quais a ONU, UA, Commonwealth, FMI, Banco Mundial, BAD, SACU, SADC, COMESA e Convenção de Lomé.

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